Voltamos ao cinquentenários, desta vez a Taxi Driver de Martins Scorsese, filme marcante na década de setenta, não só nos Estados Unidos, ainda a lamber as feridas do Vietnam.
Há já algum tempo que não fazíamos o balanço para sabermos se estivemos perante um bom ano cinematográfico. E 2025 teve de tudo. Bons filmes, dos maus a história não vai rezar e perdas de grandes vultos da 7ª Arte. Fomos referindo alguns ao longo do ano, lembraremos outros neste reinício. Mas, primeiro, os filmes.
No escrito anterior debruçámo-nos sobre lançamentos de filmes estreados há 40, 50 anos, ou seja, a moda das novas reprises e, em concreto de Tubarão (Steven Spielberg), na celebração nos seus 50 anos e Regresso ao Futuro (Robert Zemeckis), para lembrar os 40 anos da sua estreia.
Em ano redondo, seja lá o que isso for, os grandes estúdios descobriram um novo filão: lançamentos de filmes estreados há 40, 50 anos e, vamos encher de novo as salas de cinema. A moda das novas reprises está aí em força.
Logo a seguir à publicação das últimas Bocas, começou um tempo horribilis para o cinema. Neste curto espaço de tempo uma plêiade de actores de mão cheia desapareceu: Robert Redford, Claudia Cardinale e mais recentemente Diane Keaton, vão continuar nos seus filmes, apenas. O que é muito, tendo em conta as riquíssimas obras que protagonizaram e, no caso de Redford e Keaton, realizaram. No mesmo período estreou Lavagante, de Mário Barroso, adaptado de um texto de José Cardoso Pires. Tentaremos chegar a todos!
Para André Bazin “a fotografia apresenta-se assim como o acontecimento mais importante da história das Artes Plásticas” (Ontologia da Imagem Fotográfica), sendo que o cinema é herdeiro da fotografia, uma imagem bidimensional que nos oferece a ilusão da tridimensionalidade através da profundidade de campo, criando a ilusão do movimento pela perpectiva artificial. Ora é neste jogo de convenções que o director de fotografia tem no cinema um papel fundamental e único, dominando a objectiva e a luz, como escreveu Bazin, transporta-nos para “uma representação total e integral da realidade, considerando desde logo a restituição de uma perfeita ilusão do mundo exterior com o som, a cor e o relevo”.
Ao ritmo a que se sucedem as estações do ano, as estações televisivas repetem ad nauseam as mesmas reportagens estivais. Começam com os primeiros banhos assim que a temperatura sobre uns grausitos, aí por Abril, tanto mais que às vezes o 25 ajuda quando permite a esperada “ponte” e, quando o calor chega a sério, o que acontece todos os anos, que é o tempo mais quente a seguir à Primavera, sabendo-se há séculos que o período que agora atravessamos é caracterizado por temperaturas altíssimas, com vento quente e forte, onde está o espanto de acontecerem grandes incêndios? Aliás, o fogo é característico nos países do sul da Europa.
Há alguns anos, em 2006, dediquei um texto Roberto Rossellini por ocasião centenário do seu nascimento Roberto Rossellini. Hoje volto a ele, para lembrar os 75 anos da estreia de Stromboli, um dos seus filmes mais icónicos, não pelo seu valor cinematográfico, que é inquestionável, mas pelo protagonismo de Ingrid Bergman, no filme e na vida do cineasta.
A banda inglesa de Manchester James, os Gipsy Kings Featuring Nicolas Reyes e os portugueses Alcoolémia são os cabeças de cartaz da edição deste ano da Feira Terras do Lince, disse ao Ensino Magazine a autarquia raiana responsável pelo evento. A iniciativa decorre entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, em Penamacor e a boa notícia é que a entrada é gratuita.
O regime teocrático iraniano, tem sido uma máquina compressora para a cultura, numa civilização que se pautou como uma das mais avançadas no Mundo Antigo. A Pérsia foi um exemplo dessa elevação, mas não resistiu à polícia política do xá Reza Pahlavi, muito menos à República Islâmica do ayatollah Khomeini, o clérigo xiita que em 1979 foi a cara da Revolução que derrubou o regime autocrático e despótico do xá Mohammad Reza Pahlavi. O povo rejubilou, mas por pouco tempo. A esperança de mudança depressa se desvaneceu e com o homem que lhe sucedeu em 1989 como guia supremo, Ali Khamenei, tudo piorou. A repressão sobre os intelectuais e, sobretudo sobre as mulheres, é um traço deste poder de que todos estão fartos. Os recentes ataques de Israel, mais uma vez ao arrepio do Direito Internacional, ao Irão são por agora uma incógnita sobre o que daí poderá resultar. É esperar para ver.
O grupo português Xutos & Pontapés, e os artistas Pedro Abrunhosa, Slow J e Nuno Ribeiro vão atuar, respetivamente, nas noites de 19, 20, 21 e 22 de junho, na Feira Sabores de Perdição. Com entrada gratuita, os espetáculos decorrem na praça da Devesa que abrirá, nessa altura, a nova fonte luminosa.
Vimos assistindo nos últimos anos a uma série de biopics sobre nomes maiores da cena musical iniciada em 2018 com Bohemian Rhapsody, de Bryan Singer. Um retrato de Freddie Mercury e, por arrasto, dos Queen, a banda de que era vocalista e figura de indiscutível destaque.
Na minha adolescência em Moçambique, na então Lourenço Marques, frequentava as matinés do Avenida, onde passavam os filmes do Elvis. Eram garantidas tardes de animação, com a malta a bater os pés ao som da batida do Rei do Rock. Filmes para adolescentes de puro entretenimento, o que para nós era mais que suficiente. Quantas mais músicas o Elvis cantasse, melhor era o filme o Elvis e a tarde estava ganha. De muitos deles nem me lembrava do nome, até que há pouco tempo andaram a passar alguns num canal do cabo. Não foi a mesma coisa. Ver filmes em casa não tem a magia da sala de cinema, tão pouco a atmosfera que na altura conseguíamos criar, para desagrado do arrumador que em vão tentava pôr ordem na sala.
A edição 2025 do Prémio Internacional de Poesia António Salvado Cidade de Castelo Branco contou com a candidatura de 1138 poetas de 22 países (573 em língua castelhana e 565 em língua portuguesa). O júri premiou dois originais: Amadeu Baptista, poeta português, com a obra As Sombras Nítidas e Luis Manuel Pérez Boitel, poeta cubano, com a obra Las Tentaciones Griegas. Foram ainda concedidas duas menções honrosas a João Manuel Vilela Rasteiro, poeta português, com a obra Anatomia de Uma Derrota, e a João Manuel Vilela Rasteiro, poeta espanhol, com a obra Lábios Tiene El Silencio.
Para além das circunstâncias trágicas da sua morte, aos 95 anos, e da mulher, os corpos foram encontrados em casa no dia 26 de Fevereiro último, o desaparecimento de Gene Hackman, significa acima de tudo a perda dum actor que soube atravessar várias épocas, numa carreira de e encarnar personagens em vários géneros cinematográficos, sem concessões.
Na sequência do golpe militar conduzido pelos militares entre 31 de março e 2 de abril de 1964 e que levou à destituição do presidente João Goulart, conspiração que contou com cumplicidade parlamentar e com o usual envolvimento dos Estados Unidos no apoio a intentonas que levassem ao derrube de governos democráticos, o Brasil mergulhou numa ditadura bárbara e impiedosa que durou até 1985.
As atrizes Laura Frederico, Marina Leonardo e Sofia Santana levam a cena, na Fábrica da Criatividade, em Castelo Branco, a peça de teatro “Das Árvores”. Da autoria de Sofia Santana, a peça é apresentada no dia 1 de março, pelas 19h00 e surge integrada no Ciclo Meridional Português.
Roubando o título de uma canção dos UHF, “David Lynch morreu”. Apesar de o realizador no ano passado ter anunciado que já não saia de casa devido ao enfisema pulmonar de que sofria, ver partir mais uma das nossas referência, dói.