Uma das estruturas narrativas mais conhecidas, e eficientes, é A Jornada do Herói, um método desenvolvido por Joseph Campbell, na sua obra “O Herói de Mil Faces”, em que protagonistas das religiões, das mitologias, dos contos de fada e do folclore universal representam simultaneamente as várias fases de uma mesma história. Nesta obra começa por escrever que quer escutemos, com desinteressado deleite, a arenga de algum feiticeiro do Congo, ou leiamos, com enlevo subtis traduções dos sonetos do místico Lao-tse; quer decifremos o difícil sentido de um argumento de São Tomás de Aquino, quer ainda percebamos, num relance, o brilhante sentido de um bizarro conto de fadas esquimó, é sempre com a mesma história que muda de forma e não obstante, é prodigiosamente constante, que nos deparamos, aliada a uma desafiadora e persistente sugestão, de que resta muito mais por ser experimentado do que será possível saber ou contar.
Uma nova edição do livro "Camilo Castelo Branco - Autobiografia", da autoria de Francisco Tavares Proença Júnior, publicada originalmente em 1905, será lançada sob a chancela da RVJ Editores, no próximo dia 29 de maio, pelas17h30min, no Arquivo Distrital de Castelo Branco. A cerimónia será presidida pelo Diretor Geral do Livro, Luís Santos, e contará com uma breve alocução do investigador e docente universitário, Ernesto Rodrigues.
O livro "Ensino Superior da interioridade à Europa das Universidades", da autoria do jornalista João Carrega, que durante quatro anos presidiu ao Conselho Geral da Universidade de Évora (a segunda academia mais antiga do país), vai ser apresentado no próximo dia 1 de junho. A sessão, promovida pela Casa de Pessoal do Politécnico de Castelo Branco, decorrerá no auditório da Escola Superior de Educação, pelas 18H00 e a apresentação será feita pelo antigo presidente das autarquias de Castelo Branco e Idanha-a-Nova, Joaquim Morão.
Com estreia nacional no passado dia 9, O Barqueiro (2026), de Simão Cayatte, foi exibido no Cine-Teatro Avenida dia 14, com a presença do realizador e de um representante da ©Leopardo Filmes, que produziu e distribui o filme, no caso António Costa, um albicastrense há largos anos ligado ao cinema, nestes últimos com Paulo Branco. Foi bom voltar a estar com o António, tanto mais que estivemos na criação do Grupo de Animação Cultural Amato Lusitano, em Março de 1984, uma lufada de ar fresco no movimento cultural de Castelo Branco, associação responsável por várias iniciativas, do teatro à música, passando também pelo cinema, com a exibição de uma série de filmes e a organização de vários ciclos temáticos, uma opção inovadora na cidade, onde militava também o Luís Alvarães, hoje um conceituado realizador e argumentista, na altura estudante de cinema no Conservatório Nacional, igualmente do núcleo fundador.
Já aqui dei conta dos filme candidatos aos Óscares de que mais gostei. Por muito que queira fugir ao tema, todos os anos eles vêm ter connosco. Basta dar uma vista de olhos a uma mão cheia de jornais e revistas, quer nacionais quer estrangeiras, para se perceber que nesta altura o cinema passa a girar à volta das estatuetas douradas de Hollywood: arriscam-se vencedores e perdedores, questiona-se a ausência de filmes, actores e actrizes que deviam constar nos candidatos e não estão, e por aí adiante. É da natureza das coisas. Não há como fugir, mesmo quando temos uma opinião de negação do poder da “indústria”. É um peditório gasto: as salas, a sua sobrevivência, sem pretender dramatizar nem enaltecer o cinema dito comercial, face ao chamado cinema de autor, filme oscarizado significa uma subida acelerado de espectadores, logo de receita.
A maior exposição de últimas ceias, realizada no país, é inaugurada, dia 28 de março, pelas 15h30min, Centro de Cultura Contemporânea de Castelo Branco, num momento que terá a atuação dos músicos e compositores Miguel Carvalhinho e Pedro Ladeira. A mostra “A Última Ceia de Jesus Cristo – a última mas não a derradeira” na coleção de Moisés Fernandes, fica patente até ao dia 26 de abril, e está integrada no 28.º aniversário do Ensino Magazine. Na ocasião será também lançado um catálogo da exposição, o qual tem a edição da RVJ editores.
Voltamos ao cinquentenários, desta vez a Taxi Driver de Martins Scorsese, filme marcante na década de setenta, não só nos Estados Unidos, ainda a lamber as feridas do Vietnam.
Há já algum tempo que não fazíamos o balanço para sabermos se estivemos perante um bom ano cinematográfico. E 2025 teve de tudo. Bons filmes, dos maus a história não vai rezar e perdas de grandes vultos da 7ª Arte. Fomos referindo alguns ao longo do ano, lembraremos outros neste reinício. Mas, primeiro, os filmes.
No escrito anterior debruçámo-nos sobre lançamentos de filmes estreados há 40, 50 anos, ou seja, a moda das novas reprises e, em concreto de Tubarão (Steven Spielberg), na celebração nos seus 50 anos e Regresso ao Futuro (Robert Zemeckis), para lembrar os 40 anos da sua estreia.
Em ano redondo, seja lá o que isso for, os grandes estúdios descobriram um novo filão: lançamentos de filmes estreados há 40, 50 anos e, vamos encher de novo as salas de cinema. A moda das novas reprises está aí em força.
Logo a seguir à publicação das últimas Bocas, começou um tempo horribilis para o cinema. Neste curto espaço de tempo uma plêiade de actores de mão cheia desapareceu: Robert Redford, Claudia Cardinale e mais recentemente Diane Keaton, vão continuar nos seus filmes, apenas. O que é muito, tendo em conta as riquíssimas obras que protagonizaram e, no caso de Redford e Keaton, realizaram. No mesmo período estreou Lavagante, de Mário Barroso, adaptado de um texto de José Cardoso Pires. Tentaremos chegar a todos!
Para André Bazin “a fotografia apresenta-se assim como o acontecimento mais importante da história das Artes Plásticas” (Ontologia da Imagem Fotográfica), sendo que o cinema é herdeiro da fotografia, uma imagem bidimensional que nos oferece a ilusão da tridimensionalidade através da profundidade de campo, criando a ilusão do movimento pela perpectiva artificial. Ora é neste jogo de convenções que o director de fotografia tem no cinema um papel fundamental e único, dominando a objectiva e a luz, como escreveu Bazin, transporta-nos para “uma representação total e integral da realidade, considerando desde logo a restituição de uma perfeita ilusão do mundo exterior com o som, a cor e o relevo”.
Ao ritmo a que se sucedem as estações do ano, as estações televisivas repetem ad nauseam as mesmas reportagens estivais. Começam com os primeiros banhos assim que a temperatura sobre uns grausitos, aí por Abril, tanto mais que às vezes o 25 ajuda quando permite a esperada “ponte” e, quando o calor chega a sério, o que acontece todos os anos, que é o tempo mais quente a seguir à Primavera, sabendo-se há séculos que o período que agora atravessamos é caracterizado por temperaturas altíssimas, com vento quente e forte, onde está o espanto de acontecerem grandes incêndios? Aliás, o fogo é característico nos países do sul da Europa.
Há alguns anos, em 2006, dediquei um texto Roberto Rossellini por ocasião centenário do seu nascimento Roberto Rossellini. Hoje volto a ele, para lembrar os 75 anos da estreia de Stromboli, um dos seus filmes mais icónicos, não pelo seu valor cinematográfico, que é inquestionável, mas pelo protagonismo de Ingrid Bergman, no filme e na vida do cineasta.
A banda inglesa de Manchester James, os Gipsy Kings Featuring Nicolas Reyes e os portugueses Alcoolémia são os cabeças de cartaz da edição deste ano da Feira Terras do Lince, disse ao Ensino Magazine a autarquia raiana responsável pelo evento. A iniciativa decorre entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, em Penamacor e a boa notícia é que a entrada é gratuita.
O regime teocrático iraniano, tem sido uma máquina compressora para a cultura, numa civilização que se pautou como uma das mais avançadas no Mundo Antigo. A Pérsia foi um exemplo dessa elevação, mas não resistiu à polícia política do xá Reza Pahlavi, muito menos à República Islâmica do ayatollah Khomeini, o clérigo xiita que em 1979 foi a cara da Revolução que derrubou o regime autocrático e despótico do xá Mohammad Reza Pahlavi. O povo rejubilou, mas por pouco tempo. A esperança de mudança depressa se desvaneceu e com o homem que lhe sucedeu em 1989 como guia supremo, Ali Khamenei, tudo piorou. A repressão sobre os intelectuais e, sobretudo sobre as mulheres, é um traço deste poder de que todos estão fartos. Os recentes ataques de Israel, mais uma vez ao arrepio do Direito Internacional, ao Irão são por agora uma incógnita sobre o que daí poderá resultar. É esperar para ver.
O grupo português Xutos & Pontapés, e os artistas Pedro Abrunhosa, Slow J e Nuno Ribeiro vão atuar, respetivamente, nas noites de 19, 20, 21 e 22 de junho, na Feira Sabores de Perdição. Com entrada gratuita, os espetáculos decorrem na praça da Devesa que abrirá, nessa altura, a nova fonte luminosa.
Vimos assistindo nos últimos anos a uma série de biopics sobre nomes maiores da cena musical iniciada em 2018 com Bohemian Rhapsody, de Bryan Singer. Um retrato de Freddie Mercury e, por arrasto, dos Queen, a banda de que era vocalista e figura de indiscutível destaque.