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Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXVII

A ciência vai a votos

Nunca como hoje a Europa necessita de se afirmar pelos seus valores humanistas, de justiça, mas acima de tudo pela educação, ciência e inovação, que a democracia garante. O apoio à investigação surge como prioridade da Comissão Europeia, como forma de alavancar o emprego, o crescimento e o investimento sustentável. As metas, ambiciosas, colocam nas mãos da ciência e da inovação, o objetivo de, em 2050, alcançarmos a neutralidade carbónica.

A revolução de Abril na Educação

Certamente que as gerações mais novas, e até a minha que viu o 25 de Abril de 1974 acontecer enquanto criança, olha para a revolução que trouxe a democracia ao nosso país de uma forma superficial e não imagina o que viver em ditadura significa. Para lá da falta de liberdade de expressão, o controlo diário que o Estado Novo fazia de cada cidadão tornava a vida de todos numa espécie de prisão domiciliária de pensamento único obrigatório (contestado, é certo, por aqueles que ousaram pensar pelas suas cabeças - muitos acabariam presos políticos).

Políticas Educativas em confronto

Portugal e o mundo vivenciaram, nesta última década, um conjunto de acontecimentos que condicionaram políticas e reforçaram a importância da educação, da investigação e do ensino superior na resposta às necessidades do país, da sociedade e do mundo.

A pressa é inimiga da perfeição

A revisão ao Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) portuguesas deveria avançar este ano, depois de um debate alargado que a Comissão Independente efetuou ao longo de 2023, e cujo relatório foi apresentado já depois da queda do Governo liderado por António Costa. Aquilo que esse documento nos mostra é, acima de tudo, uma compilação de posições recolhidas ao longo do ano passado, que em determinadas respostas transcritas mostram irritabilidade por parte de alguns dos respondentes, passando a ideia de que tudo está mal e que a instituições de ensino superior não funcionam, quando a realidade e os resultados mostram que não é assim.

Uma sociedade sem jornalismo, nem jornalistas?

Este ano, nos Estados Unidos, vai surgir o primeiro canal de notícias produzido com recurso à inteligência artificial, onde o tele-espetador poderá escolher o pivô que mais lhe agrada, a língua que ele deve falar, e os conteúdos. Tudo o que aparece no ecrã é artificial. Os “jornalistas” não são humanos, apenas os editores o são, recorrendo a agências de comunicação e a freelancers como fontes noticiosas. O Channel 1, como foi batizado, funcionará 24 horas por dia, e, no futuro, não se afasta a ideia de ser totalmente produzido com recurso à inteligência artificial.

Refletir e agir sem populismos

Os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) divulgados a 5 de dezembro vieram demonstrar um agravamento das dificuldades que os jovens de 15 anos sentem para realizar tarefas básicas a Matemática e Leitura. O estudo reporta-se a 2022, segundo o qual os estudantes avaliados tiveram menos 20 pontos na prova de matemática que os seus colegas que a realizaram em 2018.

Coragem, exigência e pacto de regime

A inesperada queda do Governo, com maioria absoluta na Assembleia da República, poderá comprometer as mudanças pensadas para o ensino superior. Falo, por exemplo, da necessária revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES). Depois de um amplo debate em todo o país, com contributos das academias, de vários especialistas nacionais e estrangeiros, conduzido pela Comissão de Acompanhamento à revisão do RJIES, o objetivo da tutela seria de concluir o processo durante 2024.

Agilidade nos processos contra a máquina da burocracia

A máquina burocrática do Estado é um dos principais obstáculos à concretização de projetos estruturantes para o desenvolvimento do país. O problema, transversal a muitos setores, é visível também na educação e no ensino superior. Os processos, morosos, entre entidades públicas podem colocar em risco estratégias definidas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para dar resposta a problemas prementes.

Onde dormir no superior

O início do ano letivo no ensino superior volta a trazer para a mesa a discussão da falta de alojamento para os estudantes deslocados. A situação não se restringe apenas às grandes cidades, mas praticamente a toda a rede de ensino superior portuguesa.

Financiamento & coesão

O novo modelo de financiamento das Instituições de Ensino Superior que a tutela irá implementar a partir de 2024 - e sobre o qual as dotações atribuídas pelo Estado às universidades e politécnicos para o próximo ano foram definidas - não convenceu o Conselho de Reitores das Universidades e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.

Alojamento no ensino superior, o pesadelo que deveria ser esperança

Aproxima-se a primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior e com ela as decisões que podem mudar a vida de muitos jovens.

A inteligência artificial, um tsunami para a sociedade?

A inteligência artificial (IA) constititui um dos exigentes desafios que a sociedade tem pela frente. Luís Moniz Pereira, um dos maiores especialistas nesta área, professor emérito da Universidade Nova de Lisboa, fala-nos, nesta edição, de um «tsunami» de consequências imprivisíveis.

A diferenciação e a autonomia das IES

O amplo debate que está a ser promovido em torno da revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior deve convocar universidades e politécnicos, públicos e privados, e a própria sociedade. Vale a pena olhar para o inquérito que a Comissão Independente da avaliação para a aplicação do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), liderada por Alberto Amaral, disponibiliza em https://comissaorjies.dges.gov.pt/inquérito, e refletir sobre todas as questões que estão em cima da mesa para a revisão de uma legislação que já deveria ter sido feita há mais de uma década.

Ensino superior: debate aberto e necessário

A revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) é uma meta que o atual Governo pretende concretizar no próximo ano. Até à tomada de decisões, a Comissão de Acompanhamento a essa revisão está a promover um conjunto de sessões para auscultar as academias e a sociedade, apresentando também nesses fóruns comunicações de diferentes especialistas portugueses e estrangeiros.

Rui Nabeiro, um empresário visionário na educação

Manuel Rui Azinhais Nabeiro, presidente e fundador do Grupo Nabeiro – Delta Cafés faleceu, no passado 19 de março – Dia do Pai, aos 91 anos. Ele que, como refere o seu neto Rui Miguel Nabeiro, “era um verdadeiro Pai e avô de muitos Portugueses”. A sua dimensão humana supera em muito a de empresário, sendo que no mundo dos negócios criou um dos grupos mais reconhecidos e respeitados na economia global, com a particularidade de manter no seu Campo Maior e no seu Alentejo as suas empresas, criando postos de trabalho, riqueza para a economia local e bem-estar para aqueles que com ele trabalharam e para as suas famílias.

A geração Z e o uso do digital

A integração das novas tecnologias e dos dispositivos móveis em contexto educativo é inevitável. Vivemos um mundo de mudanças rápidas e a geração Z, também chamada de pós-millenial ou centenial (nasceu na mudança do século) parece ter vindo equipada, dos progenitores, com um tablet ou um smartphone. Tratam por tu as novas tecnologias, e as plataformas, e usam os equipamentos largas horas por dia para diferentes fins, que vão desde o lazer, à leitura de informação, mas também à absorção de conhecimento.

Conhecer o território e decidir

O novo modelo de financiamento das instituições de ensino superior públicas deverá estar concluído até 2024. Elvira Fortunato, ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, pretende que esta nova fórmula “tenha em conta critérios transversais ao sistema e inclua uma dimensão de contratualização em que se valorize o contexto de cada instituição, as questões de internacionalização, de interioridade, de insularidade, a produção científica, entre outras variáveis, sem nunca perder de vista a diversidade do sistema que é preciso preservar”.

A ciência para definir políticas

Durante a pandemia a ciência, os cientistas e as instituições de ensino superior e de investigação foram o trunfo que o mundo usou para combater algo desconhecido, para o qual não havia solução.