Uma das principais conquistas, e que ainda não está plenamente interiorizada nos cidadãos, é que a União Europeia é muito mais do que uma fonte de financiamento. A eurodeputada Lídia Pereira defende ainda que «a literacia financeira ainda não está suficientemente enraizada» e que a escola deve preparar os jovens para reconhecer riscos, verificar fontes, distinguir informação de publicidade e perceber que qualquer decisão financeira tem consequências.»
Durante 30 anos o seu nome figurou, como diretor, no cabeçalho do jornal «A Bola», tendo acompanhado os maiores acontecimentos desportivos um pouco por todo o mundo. Vítor Serpa faz a antevisão do Mundial 2026 e atribui o favoritismo à campeã em título, a Argentina.
Trazer os valores do judo para o ensino público e fazer desta modalidade uma ferramenta educacional são os objetivos de Nuno Delgado, numa altura em que a escola que fundou completa 20 anos de existência.
Eduardo Baptista Correia defende que só uma «revolução inteligente» conseguirá que o país se afaste de um rumo de estagnação e declínio.
Inês Rocha de Gouveia é presidente da Fundação Santander Portugal há cerca de um ano. Esteve ligada ao seu aparecimento e hoje sente-se realizada pelo trabalho que a Fundação lhe permite desenvolver, numa constante procura por provocar uma certa «inquietação» na sociedade. No seu entender, a educação deve ser acessível a todos. É isso que o organismo a que preside procura concretizar.
Especialista em gestão de riscos naturais e pós-catastrófe, Mário Marques foi rosto assíduo nos ecrãs de televisão durante o mau tempo que impactou Portugal continental e assume uma voz crítica sobre a forma como o país reage às tragédias.
A Fundação Calouste Gulbenkian "soube, ao longo de décadas, fazer o que faz falta” em Portugal, escolhendo áreas de intervenção com impacto decisivo, mas o seu percurso ficou também marcado por polémicas e tensões internas, segundo o sociólogo António Barreto.
A distinção no Prémio Mário Soares foi o mote para uma conversa com a jornalista da Beira Interior que aponta caminhos para que a profissão que escolheu resista às ameaças.
Qualificar o produto basquetebol e recuperar a proximidade com a comunidade escolar são alguns dos objetivos que Carlos Barroca, antigo jogador, treinador e comentador, pretende concretizar caso vença as eleições para a federação da modalidade agendadas para abril.
Foi o rosto da previsão do estado do Tempo durante muitos anos na televisão portuguesa. No rescaldo das três semanas meteorológicas que devastaram parte do país, Manuel Costa Alves afirma que Portugal «é célere em chorar e lamentar as tragédias», mas apesar da identificação das vulnerabilidades e dos diagnósticos, «pouco se avança.»
O futebol nacional produz bastante talento nas camadas mais jovens mas, ao mesmo tempo, também desperdiça muito potencial. A tese de doutoramento do antigo futebolista João Tomás identificou barreiras e apontou caminhos que passam pelo suporte e acompanhamento multidisciplinar por parte dos clubes e das respetivas academias.
Apesar de criticar o presidente norte-americano, João Vale de Almeida defende que a Europa «não deve desistir dos Estados Unidos». O embaixador, com uma experiência diplomática de quatro décadas, afirma que «vivemos num mundo em desordem» e que o século XXI está a «desconstruir» o que o século XX construiu.
O impacto da Inteligência Artificial (IA) e dos algoritmos está a transformar o mundo em que vivemos, social e politicamente. Adolfo Mesquita Nunes defende que «a tecnologia é um meio e não o centro da vida democrática». O professor universitário e ex-deputado, alerta ainda que se a dimensão educativa perder tempo e espaço no ensino do pensamento crítico, da literacia digital e da responsabilidade cívica, «a polarização que começa nos ecrãs acabará por contaminar a própria cultura escolar.»
À margem da apresentação, em Lisboa, dos livros que fazem a retrospetiva de três décadas de uma carreira sempre ao mais alto nível, Pedro Abrunhosa, em entrevista exclusiva, fala sobre as redes sociais, a cultura, o sistema educativo, sem esquecer o impacto da Inteligência Artificial para os autores.
O escritor e poeta português João Rasteiro, vencedor de vários prémios literários, olha para as novas tecnologias com atenção e considera que a Inteligência Artificial não irá substituir o homem/mulher poeta.
Referência na psiquiatria, na área da terapia de casal, José Gameiro recorre à sua experiência acumulada de décadas para analisar a forma como se comportam os relacionamentos nos dias de hoje.
Carlos Cortes afirma que «podemos ter mais 10 ou 20 universidades de Medicina, mas de pouco ou nada serve, se os médicos formados não saírem para o SNS.» O bastonário da Ordem dos Médicos refere que estes profissionais são «muito pressionados para produzirem e mostrarem números», o que lhes retira tempo para a «humanização» do seu trabalho.
O escritor moçambicano Mia Couto considera um “dever moral” envolver-se na promoção do livro e da leitura em Moçambique e lamenta que o trabalho da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) em prol da cultura seja “praticamente inexistente”.