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Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXVIII

Entrevista Politécnico de Portalegre: Oferta formativa cresce

26-02-2026

A atribuição dos prémios e o envolvimento das empresas e instituições vêm também ao encontro da oferta formativa do Politécnico de Portalegre, que procura dar resposta às necessidades do país e da região.
“Este ano voltámos a reforçá-la com mais quatro licenciaturas, várias pós-graduações e CTESP. Ao nível das licenciaturas vamos abrir Línguas Aplicadas em Comunicação Digital; Som e Imagem; Engenharia Química e Biológica; e Gestão de Recursos Humanos. São quatro áreas formativas novas que visam dar resposta àquilo que tem sido a procura do mercado”, explica enquanto recorda que já no último ano foram abertos novos cursos com esse propósito, como é o caso do Desporto. “Quando abrimos o curso de Desporto suprimos uma lacuna do distrito, pois era o único que não tinha essa oferta, quando no ensino vocacional e secundário tínhamos cursos de desporto em seis ou sete escolas. Os alunos não tinham uma solução para prosseguir estudos nessa área no nosso distrito”.
O presidente do Politécnico adianta que, acima de tudo, “queremos dar resposta àquilo que são as necessidades específicas do território, mas depois também do país. Obviamente, quando falo, por exemplo, num curso de Engenharia Química e Biológica, refiro-me a um curso que tem uma grande procura a nível nacional. Mas no Alto Alentejo há empresas de dimensão internacional que precisam desses diplomados, como a Delta, Selenis, Hutchinson ou a Evertis. O mesmo acontece com as empresas municipais estão a ser criadas ao nível do setor da água, as quais precisam destes profissionais, e que muitas vezes têm dificuldade em recrutá-los em Lisboa ou no Porto”.
Luís Loures tem consciência da dificuldade que é “trazer jovens para o interior. É mais fácil quando isso se faz desde a formação. Ou seja, um jovem, mesmo que seja de Lisboa, que venha para aqui estudar durante três anos e depois aqui tenha uma oportunidade de emprego, muito provavelmente fica. É isso que nós estamos a tentar desenvolver. É esse processo estratégico que nós temos em mãos e que tentamos implementar”.
Também ao nível de doutoramentos, o Politécnico de Portalegre tem estado na linha da frente. “No ano passado lançámos três doutoramentos e todos ficaram com as vagas preenchidas. Falo na Agricultura Sustentável; Economia Circular; e Hidrogénio e Gás Renováveis. Mais uma vez, apostámos em doutoramentos que não existem a nível nacional. É importante pensar nisto. A economia circular, é um dos eixos-chave ao nível do desenvolvimento do território, mas também ao nível dos apoios e do desenvolvimento europeu. Este é o único doutoramento de economia circular que existe no país. Por isso, é muito importante que se faça um exercício de divulgação, de atratividade, que é fundamental para podermos ser competitivos. O Alentejo foi pioneiro ao nível da investigação e do desenvolvimento na economia circular, foi a primeira região que na sua globalidade criou o Fórum de Economia Circular, o qual juntou mais de 400 empresas e entidades do sistema científico e tecnológico nacional”.

EM
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