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Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXIII

Politécnico de Portalegre assinala 40 anos Inovação, crescimento e sustentabilidade 24-11-2020

O Instituto Politécnico de Portalegre está a assinalar 40 anos. Albano Silva, presidente da instituição, fala daquilo que o politécnico representa para a região e para o país, e também dos investimentos previstos na ampliação do BioBip e do campus politécnico.
O presidente do IPPortalegre, em respostas enviadas por email, anuncia, em primeira mão, a assinatura de um acordo com CMP- SOFTINSA/IBM) que consubstancia a criação de um Centro de Desenvolvimento da SOFTINSA/IBM nas instalações do Politécnico de Portalegre.

O Politécnico de Portalegre está a assinalar mais um aniversário. Que análise faz do percurso da instituição?
O Politécnico de Portalegre tem tido um crescimento sustentável, com base nos valores de excelência, responsabilidade e proximidade. Nos últimos anos solidificou a suas áreas de ensino e formação e abriu novas janelas de oportunidade nas áreas da investigação e da internacionalização, entre outras. A aprovação pela FCT da nossa unidade de investigação –VALORIZA– é a demonstração da nossa afirmação nesta vertente fundamental enquanto instituição de excelência do ensino superior. As nossa linhas fundamentais de investigação nas áreas das energias renováveis, no ambiente e produção sustentável, e na valorização de territórios de baixa densidade transfronteiriços, têm permitido, no seu conjunto, afirmar o Politécnico de Portalegre como uma instituição crucial ao desenvolvimento sustentável e sustentado da região onde se insere. Hoje há um reconhecimento claro da nossa afirmação em projetos de inovação tecnológica, por exemplo nas áreas da bioenergia, do hidrogénio, do ambiente e da economia circular. Outros domínios estão a nascer igualmente e sente-se no Politécnico de Portalegre que o ensino e formação, a inovação, a investigação aplicada e a relação com as empresas e com as organizações sociais é o caminho para a nossa afirmação e crescimento. Diria que somos cada vez mais um Politécnico próximo e comprometido regionalmente, sustentado em valores e objetivos claros e assumidos pela comunidade académica.

Estamos num ano atípico devido à pandemia de Covid-19. O balanço sobre a entrada de novos alunos no Politécnico de Portalegre é positivo?
No atual ano letivo o balanço de novos alunos é muito positivo. Na 1ª fase do concurso nacional fomos a instituição de ensino superior (IES) com maior crescimento de alunos em relação ao ano anterior e no final das três fases fomos a segunda desse ranking. Apesar de ter havido um crescimento generalizado em todas as IES, por via do aumento de alunos que se candidataram, é bom perceber este crescimento. Colocámos neste concurso nacional mais de 500 alunos que corresponderam a aproximadamente a 450 alunos matriculados (um crescimento de 50% em relação ao ano anterior). Vale a pena sublinhar que mais de 50% destes alunos se candidataram em 1ª opção nos cursos do Politécnico e que 75% destes alunos são provenientes de fora do distrito de Portalegre, o que dá um cunho nacional à maior parte das nossas ofertas formativas.
Para além deste concurso nacional, crescemos também no número de alunos nos concursos e regimes especiais e locais, e mantivemos o ritmo de crescimento ao nível de estudantes internacionais, nomeadamente provenientes dos países de expressão portuguesa. Pela primeira vez tivemos nas nossas licenciaturas alunos provenientes diretamente do ensino profissional em concurso direto organizado pelas IES. Um aboa experiência a abrir novas janelas de oportunidade e de reflexão para esse trabalho das IES na seleção dos seus próprios alunos.
Pelo terceiro ano consecutivo, o Politécnico de Portalegre ultrapassou os 1000 novos alunos, tendo em conta os diversos graus e regimes. Esperemos que este crescimento se mantenha e que corresponda a um sentimento da população que vale a pena estudar e melhorar as suas qualificações, visando empregos mais consistentes e menos indiferenciados.

De que forma o Politécnico de Portalegre se adaptou a esta nova realidade (pandemia)?
Depois da realidade de ensino a distância no 2º semestre do ano passado, este ano preparámo-nos para voltar ao ensino presencial com a convicção de que a relação pedagógica presencial tem uma importância decisiva no processo de ensino e aprendizagem, nomeadamente no desenvolvimento de competências sociais aliadas às científicas e na inserção dos alunos em projetos de investigação aplicada com empresas e organizações sociais. Só presencialmente o ensino tem a natureza politécnica que defendemos (perto da investigação aplicada, da profissão, do futuro local de trabalho). Mas era necessário preparar-nos para cumprir todas as normas emanadas da DGS, nomeadamente o distanciamento físico, a higienização, a etiqueta respiratória. Assim, tornámos as Escolas espaços seguros. Para ultrapassar a situação da falta de dimensão das salas para manter o distanciamento físico, equipámos todas as salas de aula (em que face às dimensões das turmas se mostrou necessário) com sistemas de vídeo e de som a fim de possibilitar que parte dos alunos esteja presencialmente na sala com o professor e outra parte esteja em suas casas, nas residências, ou noutros espaços da Escola, a acompanhar a aula e a poder comunicar com o professor e com os colegas como se tivessem presentes na sala. Esta nova realidade pensada para garantir um ensino presencial prevê a rotatividade dos estudantes, permitindo ainda que os que estão em isolamento profilático ou em quarentena por determinação das autoridades de saúde, possam continuar a acompanhar as aulas. Temos, assim, a certeza que ninguém fica para trás em consequência da COVID-19 ou de outra qualquer doença que não lhe permita estar fisicamente na sala de aula. Ainda neste âmbito, procedemos a um aumento de postos de trabalho informáticos nas residências e a um reforço de número de computadores e outros dispositivos portáteis no sentido de, sempre que necessário, garantirmos que nenhum aluno deixe de participar nas atividades letivas por falta de equipamento.
As tecnologias ganham aqui um papel fundamental: possibilitam um ensino presencial mais alargado e a possibilidade de a turma se manter em contacto permanente.
Hoje temos a certeza que o espaço Escola é cada vez mais um espaço seguro e protetor. Sentimos que o empenho e dedicação da família Politécnico, secundados pelo investimento financeiro efetuado resultam, sendo catalisadores de comportamentos sociais responsavelmente seguros também fora da Escola.

Recentemente anunciou obras importantes para o Politécnico. Em que fase se encontra o processo para a ampliação do campus politécnico?
Como é do conhecimento público alienámos a antiga Escola Superior de Saúde (ESS) que passou a funcionar nos nossos edifícios do Campus Politécnico, em articulação de espaços com a Escola Superior de Tecnologia e Gestão. Temos programado a construção de um novo edifício no Campus para ampliação das instalações e preparado para metodologias ativas de ensino e aprendizagem, bem como com salas de lazer que permitam atividades complementares para o bem-estar físico e mental da comunidade académica. Para termos o edifício que idealizamos necessitamos de uma verba um pouco maior do que a verba que temos da alienação da ESS. Estamos a fazer esforços no sentido de transformar essa necessidade num projeto que possa vir a ser financiado. São essas démarches que estão a atrasar um pouco o nascimento desse edifício, mas consideramos que vale a pena este compasso de espera para iniciarmos a obra que pretendemos que aconteça ainda no 1º semestre de 2021.
Fizemos também uma candidatura de eficiência energética para melhorar as condições da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais que como é sabido situa-se na zona histórica de Portalegre, num palácio que precisa urgentemente de obras de melhoria no edifício e nos equipamentos. Face à dificuldade no anterior projeto, estamos a aguardar nova oportunidade para financiamento deste projeto de eficiência energética.

E a ampliação da BioBIP?
Temos o projeto aprovado para a 2ª fase de ampliação da BioBIP no valor de 3,3 Milhões de Euros para a construção de 3 edifícios numa área de 1500 m2 e para a aquisição de equipamentos para laboratórios de robótica, prototipagem e de animação multimédia de apoio ao desenvolvimento dos projetos das empresas. Bom, aqui tivemos um obstáculo que não estávamos à espera. Em primeiro lugar as aquisições urgentes que tivemos de fazer no âmbito da mitigação da COVID 19 atrasaram um pouco o lançamento do concurso. Depois, o concurso internacional lançado para a execução da obra ficou deserto, estando o Politécnico, neste momento, a reformular as peças técnicas do procedimento para abrir, dentro de poucos dias, novo concurso. Pensamos ter mais sucesso nesta 2ª fase de concurso e que, em consequência, a obra se inicie no 1º trimestre de 2021, tendo o seu términus no final desse ano. Pese embora não depender exclusivamente de nós, estamos empenhados em que assim aconteça.

Ainda no que respeita a obras foi anunciada para Elvas uma nova residência de estudantes. É algo que está a ser concretizado?
O projeto da nova residência de Elvas está terminado, a Câmara Municipal de Elvas (CME) e a Assembleia Municipal deram o seu aval e o protocolo com o Politécnico foi celebrado. O concurso foi lançado, mas infelizmente também neste caso ficou deserto numa 1ª fase. Sabemos, porém, que a CME está a envidar esforços no sentido de resolver a situação, para que a obra se inicie e termine no prazo previsto. Pensamos que em 2022 a CME terá concluída a nova residência de estudantes em Elvas que será colocada ao serviço do Politécnico e do crescimento do Ensino Superior naquela cidade. Trata-se de um projeto de recuperação de um antigo lagar que vai ser, temos a certeza, um alojamento de referência.

No que respeita ao alojamento foi criada uma nova residência num antigo hotel de Portalegre. Como é que esse novo espaço pôde ser concretizado?
A nova residência privada em Portalegre DORMS 4U (um aproveitamento do antigo hotel S. Mamede encerrado há uns anos) é um projeto de excelência de enorme bom gosto e com uma filosofia de funcionamento jovem e aberta que veio contribuir decisivamente para resolver o problema da falta de alojamento em Portalegre para os alunos do Ensino Superior, provenientes de vários pontos do país e do estrangeiro, ainda mais num ano que tivemos que reduzir o número de camas da nossa residência em Portalegre para respeitar as medidas de segurança emanadas pela DGS e DGES.
Entusiasmámos os investidores a avançarem, e assinámos um protocolo para colocarmos os estudantes que pretendiam alojamento e não tinham lugar na nossa residência, nomeadamente bolseiros.
A nova residência está completa e os alunos que nela habitam estão contentíssimos com as condições, a comodidade dos quartos, os espaços comuns, os espaços de lazer e fundamentalmente o espírito jovem e alegre que ali se vive. Trata-se de um projeto de referência nesta área que prestigia a cidade de Portalegre e o seu Politécnico e que mostra de forma cabal como a iniciativa privada pode também colaborar na resolução de problemas públicos com enorme qualidade.

O Politécnico de Portalegre tem-se diferenciado na área da energia. A criação da Academia do Hidrogénio vai ser uma realidade?
O Politécnico de Portalegre dispõe de competências e condições experimentais na temática da bioenergia em geral e do Hidrogénio em particular que lhe permitem ambicionar a criação da academia de formação na área do hidrogénio, que integrando um dos projetos aprovados no âmbito do IPCEI (Important Project of Common European Interest), possibilitará desenvolver formação superior de qualidade e competência em todas as temáticas presentes na cadeia de valor do hidrogénio, formando recursos humanos com elevado grau de especialização, em cursos de vários níveis, com uma forte componente prática e aplicada.
Estão assim criadas as condições necessárias para que o Politécnico de Portalegre e a sua Unidade de Investigação VALORIZA (neste caso apoiadas pelo Laboratório Colaborativo de Biorrefinarias “BIOREF”, cujo polo piloto se encontra instalado nas instalações da BioBIP), possam albergar a Academia para o Hidrogénio – A4H2, um polo dinamizador de formação de recursos humanos que irão operar processos e tecnologias do hidrogénio, contribuindo de forma relevante para a criação de valor acrescentado em termos de I&D&I (Investigação, Desenvolvimento e Inovação), considerando não só o contributo direto para a melhoria de desempenho empresarial, mas também para uma redução de custos de produção a nível regional e nacional, pelo que se considera que esta academia trará benefícios diretos e indiretos para a região e para o país, através da criação de emprego, da promoção da sustentabilidade energética, e da valorização de recursos endógenos.

Qual o programa para o dia 25 de novembro de 2020, dia do Politécnico de Portalegre?
No próximo dia 25 de novembro, apesar de não ser possível comemorar o dia do Politécnico, que faz 40 anos de fundação e 31 anos de atividade, juntando como habitualmente a comunidade académica e os parceiros, vamos, mesmo assim, assinalar a data lembrando os alunos que se distinguiram no último ano pelo seu mérito académico e reconhecer empresas e parceiros que nos apoiam com esses prémios, para além de prestarmos um tributo aos funcionários docentes e não docentes que se aposentaram este ano, e aqueles que entretanto completaram 25 anos de trabalho no Politécnico de Portalegre.
Para além destas iniciativas para as quais utilizaremos preferencialmente as redes sociais do Politécnico, pretendemos, ainda, caso de tudo corra como o previsto, assinalar o dia 25 de novembro de 2020 com a formalização da assinatura de um protocolo tripartido (IPP-CMP- SOFTINSA/IBM). Este protocolo consubstancia a criação de um Centro de Desenvolvimento da SOFTINSA/IBM em Portalegre, nas instalações do Politécnico, ato que consideramos de enorme valor estratégico para a nossa instituição, para a cidade e para a região, no que diz respeito ao desenvolvimento da nossa oferta formativa, nomeadamente nas áreas das engenharias e de gestão e ao desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica, prevendo-se numa primeira fase atingir, até 50 postos de trabalho no final de 2021.
Que melhor forma de comemorar o dia do Politécnico que acrescentar-lhe diferenciação, mais valia e mais valor em conjunto com a região?!

 
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