Ronaldo Sousa, investigador do Centro de Biologia Molecular e Ambiental da Universidade do Minho, integrou duas equipas internacionais que acabam de publicar estudos de referência na revista Biological Reviews, alertando para os impactos severos e crescentes das invasões biológicas na biodiversidade, na economia e na saúde pública mundial.
Os artigos analisam como a globalização e o comércio internacional aceleram a dispersão de espécies não nativas que alteram os ciclos biogeoquímicos e as cadeias alimentares, gerando prejuízos avultados em setores como a pesca e a agricultura, muitas vezes de forma irreversível devido à elevada capacidade de adaptação destes organismos.
Segundo o biólogo minhoto, a prevenção e a biossegurança constituem as estratégias mais eficazes para mitigar este processo contínuo e cumulativo, sendo imperativo reforçar a cooperação internacional e a deteção precoce para evitar que os danos ecológicos comprometam irremediavelmente os objetivos globais de desenvolvimento sustentável.