Yanan Tian, doutoranda da Universidade de Coimbra, desenvolveu um modelo de inteligência artificial capaz de acelerar a descoberta e otimização de novos fármacos. O sistema, designado MMCLKin, foi publicado na revista Nature Communications e foca-se nas proteínas quinases, alvos terapêuticos cruciais em processos celulares. A investigação resultou de uma parceria entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC e a Macao Polytechnic University.
O modelo utiliza redes de grafos e mecanismos avançados para prever a atividade de inibidores com elevada precisão, superando métodos computacionais existentes. Testes laboratoriais confirmaram que compostos sugeridos pela IA inibem eficazmente mutações associadas a doenças neurodegenerativas. Segundo o orientador Joel P. Arrais, esta ferramenta permite reduzir anos de trabalho experimental, abrindo caminho para terapias personalizadas e mais eficazes.