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Universidade Reitora da Universidade da Beira Interior define prioridades nos 40 anos da instituição

06-05-2026

O alojamento estudantil, as infraestruturas de ensino e investigação e a valorização da UBIMedical foram as prioridades traçadas no passado dia 30 de abril por Ana Paula Duarte, reitora da Universidade da Beira Interior (UBI), na sessão dos 40 anos da instituição. Na cerimónia o Ensino Magazine entregou uma salva de mérito à UBI e uma bolsa de mérito ao melhor aluno da licenciatura em Comunicação.

A reitora deu conta de que 80 por cento dos alunos são deslocados, o que justifica “a necessidade de reforçar a oferta de alojamento a custos controlados”, o que pode ser conseguido “com a construção de uma nova residência universitária”.

Esta necessidade foi reiterada pelo presidente da Associação Académica da UBI, João Nunes, que referiu que as 800 camas sociais existentes ficam muito aquém do número de alunos que é preciso alojar.

Além da falta de camas, “estar vários meses sem a Linha da Beira Baixa tem um impacto direto na comunidade académica”.

A segunda prioridade apontada por Ana Paula Duarte prende-se com “o crescimento do número de estudantes e de várias áreas científicas, o que exige novos espaços e novos equipamentos”.

Neste ponto, a reitora destacou a necessidade de um edifício para as Artes e outras áreas que foram surgindo em termos de oferta formativa.

O crescimento em atividades de Investigação e Desenvolvimento + Inovação (I&D+I) levam à terceira prioridade apontada pela reitora, que defendeu “a criação de um novo edifício para a UBIMedical [o polo de inovação da instituição], que responda à dimensão atual do projeto e à sua relevância estratégica para a transferência de conhecimento”.

Concretizar esses objetivos “é fundamental para o papel que a universidade tem hoje, que é mais abrangente do que nunca”.

Ana Paula Duarte disse acreditar que “a educação continua a ser o mais poderoso elevador social”, pelo que defendeu “um crescimento sustentado da instituição”, mas feito em articulação com as empresas, autarquias e as forças vivas do distrito de Castelo Branco, onde se insere, e de toda a Beira Interior.

“Quarenta anos volvidos, não estamos a aproveitar todo o potencial de uma verdadeira região universitária”, afirmou a reitora, esclarecendo que tal só será possível “com uma estratégia conjunta de desenvolvimento territorial, coesão social e valorização do conhecimento da região e do país”.

Apesar do “subfinanciamento crónico”, a UBI “soube fazer caminho”.

Lusa com EM
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