O novo reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) vai ser eleito a 29 de junho, com as candidaturas a terem de ser submetidas até 05 de junho, segundo informações do Conselho Geral e da academia.
A audição pública dos candidatos a reitor da UTAD, localizada em Vila Real, acontece no dia 29 de junho, no mesmo dia em que os membros do Conselho Geral da universidade elegem, depois, o novo reitor.
A academia transmontana viveu durante um ano num impasse devido a uma divergência na designação dos membros cooptados do Conselho Geral, órgão que elege o reitor, que acabou nos tribunais e levou à intervenção do ministro da Educação.
O Conselho Geral é constituído por 18 membros eleitos e sete cooptados e ficou completo em abril, depois da tomada de posse dos membros eleitos e da eleição do presidente deste órgão, o advogado Ricardo Sá Fernandes.
Segundo um edital publicado no passado dia 4 de maio em alguns órgãos de comunicação social, os candidatos ao cargo de reitor da UTAD devem submeter as suas candidaturas entre dia 4 de maio e até ao dia 05 de junho.
Podem candidatar-se ao cargo de reitor professores e investigadores da UTAD ou de outras instituições, nacionais ou estrangeiras, de ensino universitário ou de investigação, em exercício efetivo de funções e que não estejam abrangidos por qualquer situação de inelegibilidade ou incompatibilidade prevista na lei e/ou nos estatutos da universidade.
O calendário eleitoral foi aprovado pelo Conselho Geral da UTAD no passado dia 29 de abril, dia em que foi designada a Comissão Eleitoral, feita a análise da situação económico-financeira da instituição, dos projetos em curso, do património edificado e das condições estruturais e operacionais do Mestrado Integrado em Medicina.
Foi ainda constituída uma Comissão de Acompanhamento da Implementação do Mestrado Integrado em Medicina, no âmbito do Conselho Geral.
Em comunicado, o Movimento de Auditoria Cidadã do Ensino Superior (MACES) saudou e registou hoje com "particular relevância" as deliberações tomadas pelo Conselho Geral, considerando que “constituem um passo essencial para a reposição da normalidade institucional na UTAD, num momento particularmente sensível da sua vida académica e organizacional”.
O MACES considerou ainda que “este processo apenas alcançará plena legitimidade e eficácia institucional com a célere conclusão de todas as fases subsequentes, incluindo a homologação pela tutela e a respetiva tomada de posse, previsivelmente durante o mês de julho”.