António Candeias foi eleito novo reitor da Universidade de Évora (UÉ) e tomará posse a 11 de maio.
O docente da Universidade de Évora considerou “a vitória expressiva. Fico muito contente por me terem reconhecido a mim e ao projeto que represento”, disse.
António Candeias, que já tinha tentado a eleição há quatro anos, sem sucesso - uma vez que nesse ato eleitoral Hermínia Vasconcelos Vilar venceu -, é professor do Departamento de Química e Bioquímica da universidade alentejana.
Agora, na eleição de 30 de março, obteve 17 votos favoráveis de entre os 24 conselheiros votantes.
Durante a apresentação das suas propostas, António Candeias considerou como “missão fundamental” a capacitação de docentes e investigadores, “não só na forma como se ensina, mas também para poderem pensar noutro tipo de ‘voos’, em particular a internacionalização”.
“Temos que pensar nas infraestruturas que vão ser necessárias desenvolver e na adequação dos espaços atuais e, por isso, é preciso ter um plano plurianual de manutenção e investimento”, salientou, defendendo também o aumento de camas em residências.
O candidato revelou ter planos para “melhorar a vida e o trabalho” de quem está na UÉ, defendendo a valorização de carreiras e diminuição da precariedade, e para formação de lideranças, “quer para questões de inclusão, quer para gestão de equipas”.
Lembrou ainda que "temos que ter uma universidade que seja capaz de dar resposta aos desafios demográficos, sociais e económicos profundos e, para isso, precisa de ganhar ritmo, confiança e capacidade de executar”.
Já na sessão solene de anúncio dos resultados, e em nota partilhada com o Ensino Magazine pela Universidade, António Candeias, que assume pela primeira vez a Reitoria da Academia alentejana, agradeceu “voto de confiança. É para mim, obviamente, uma grande responsabilidade e uma grande satisfação”.
O Reitor eleito aproveitou o momento para agradecer a reitora cessante, Hermínia Vasconcelos Vilar, e a toda a Reitoria, "todo o trabalho que têm feito no desenvolvimento da nossa Universidade. Sei que tudo o que têm feito tem sido para bem da própria Universidade”
Na sua primeira intervenção enquanto reitor eleito, dirigiu-se aos estudantes: “os alunos têm que participar ativamente não só na vida académica, mas também na vida social da Universidade”, apelou, desafiando-os a“reivindicar aquilo que querem para a Universidade. E a Universidade tem que ser o espaço onde eles possam criar, desenvolver e capacitar-se para o mundo do trabalho para que sejam cidadãos críticos e socialmente responsáveis”. Terminou sublinhando que “o papel dos alunos vai ser fundamental no desenvolvimento da nossa Universidade”.
“Os funcionários são o motor da Universidade. É preciso que sintam que a Universidade é a vossa casa, que se sintam bem e reconhecidos. Eu espero contribuir também para isso”, referiu, dirigindo-se aos funcionários.
Deixou também uma palavra de reconhecimento aos docentes e investigadores. “Quero que os docentes e investigadores possam desenvolver na sua plenitude aquilo que é a sua atividade e cumprir a missão da Universidade, no ensino, na investigação, na inovação.”