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Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXV

Universidade Na Galeria do Paço: China revisitada

28-07-2022

A Galeria do Paço acolhe, até 20 de agosto, duas exposições que evocam a China, a sua relevância no contexto internacional e as suas relações com Portugal há mais de cinco séculos. Ambas têm entrada gratuita e poderão ser visitadas no edifício da Reitoria, no Largo do Paço, em Braga.

A exposição ‘A China vista do lado de cá (O país e os seus habitantes nas coleções da Biblioteca Pública de Braga)’ explora o lugar da China na produção bibliográfica europeia e, também, no imaginário ocidental. Consiste num acervo bibliográfico e iconográfico, baseando-se num conjunto de obras da Biblioteca Pública de Braga que inclui dezenas de livros e documentos publicados entre os séculos XVI e XX, em Portugal e no resto da Europa.

Do espólio recolhido destacam-se as crónicas, descrições geográficas, relatos de viajantes, gravuras, atlas e mapas que foram publicados em Portugal e no estrangeiro. Estas obras pretendem enaltecer a riqueza das coleções da Biblioteca Pública de Braga no que concerne a obras sobre a China e os seus habitantes, assim como dar a conhecer as imagens e representações desse país. Está organizada em três temas: Da herança clássica ao saber de experiências feito (séc. XVI); Sob o signo da mercancia e da fé (séculos XVII e XVIII); Um país distante e exótico (séculos XIX e XX).

A segunda exposição, intitulada ‘Belt and Road: Community of Shared Future for All Mankind’ visa sublinhar o projeto político, económico e cultural lançado pelo governo da República Popular da China em 2013, vulgarmente designado por Uma Faixa, uma Rota, em torno do qual se estrutura hoje a ação diplomática desse país. A iniciativa, organizada pela Embaixada da República Popular da China em Portugal (com apoio do Instituto Confúcio e Reitoria da Universidade do Minho), recolhe inspiração nas antigas rotas comerciais que, por via terrestre ou marítima, ligaram a China à Europa e ao Oceano Índico.

Encontra expressão num investimento, sem paralelo, numa rede de infraestruturas que assume como seu objetivo último, como foi declarado pelas autoridades chinesas, promover a paz e o desenvolvimento harmonioso de um grande número de países, distribuídos pela Ásia, Europa e África.

 
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