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Universidade de Coimbra Universidade de Coimbra: É possível reduzir a praga da mosca da azeitona

17-06-2022

Um estudo da Universidade de Coimbra (UC), que avaliou a influência da paisagem na dinâmica da Bactrocera oleae (mosca da azeitona), sugere uma nova estratégia sustentável para reduzir uma das pragas da oliveira com maior expressão na Península Ibérica, assim como os custos económicos associados à perda de rendimento da cultura.

Conduzido por uma equipa de investigadores do Centro de Ecologia Funcional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), neste estudo foi analisada a dinâmica populacional da Bactrocera oleae em diferentes usos do solo de uma paisagem típica de olival da região Centro de Portugal, na zona de Idanha-a-Nova.

O objetivo do estudo, explica Daniel Paredes, primeiro autor do artigo científico publicado no Journal of Pest Science, foi compreender a influência da composição e estrutura da paisagem na dinâmica da praga, avaliando a possível utilização pela praga de zonas que não sejam olival e avaliar qual a influência desses diferentes usos do solo na abundância da praga no próprio olival.

Para tal, a equipa, coordenada por José Paulo Sousa, professor do Departamento de Ciências da Vida da FCTUC, selecionou 79 pontos de amostragem, distribuídos pelos usos do solo mais comuns detetados na área de amostragem (uma área de 10km x 10Km). «Além de áreas de olival, foram amostradas áreas dominadas por matos autóctones (vegetação arbustiva), áreas de montado, pastagens, vinha e plantações de eucalipto e pinheiro-bravo», detalha Daniel Paredes.

Os investigadores concluíram que as paisagens mais diversificadas que rodeiam os olivais reduzem a abundância da mosca da azeitona. “A B. oleae serve-se de todos os tipos de uso do solo e que a dinâmica populacional foi muito semelhante à observada nos olivais, muito embora a sua abundância, como esperado, tenha sido sempre superior nos olivais. A praga, ao utilizar estes outros usos do solo, sem causar dano, vai diminuir a sua incidência no olival com a consequente redução de danos”, explica o investigador.

Este estudo foi cofinanciado pelo Programa Operacional Regional do Centro no âmbito do projeto ReNATURE, pelo Programa de Investigação e Inovação Horizonte 2020 da União Europeia, ao abrigo do projeto ECOSTACK, e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) através do projeto OLIVESIM.

 

 
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