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Universidade Évora é Universidade europeia: candidatura aprovada envolve oito países

29-07-2022

A Universidade de Évora vai integrar a a Universidade Europeia EU Green - European University alliance for sustainability: responsible GRowth, inclusive Education and ENvironment, anunciou a Comissão Europeia no dia 27 de julho. A EU Green reúne uma comunidade académica com mais de 144 mil estudantes e 13 mil e 900 docentes e técnicos.

A nova estrutura integra nove instituições de ensino superiores europeias, a saber: Instituto de Tecnologia de Carlow (Irlanda); Universidade de Magdeburg (Alemanha); Universidade de Angers (França); Universidade de Évora (Portugal), Universidade da Extremadura (Espanha), Universidade de Gävle (Suécia), Universidade de Oradea (Roménia), Universidade Parma (Itália) e Universidade de Ciências da Vida (Polónia).

Hermínia Vilar, reitora da Universidade de Évora, confirmou ao Ensino Magazine a aprovação da candidatura, mostrando-se muito satisfeita com este passo importante e com aquilo que esta rede de universidades poderá vir a desenvolver em conjunto. "Todas as instituições envolvidas estão fortemente posicionadas nos respetivos territórios e partilham um enfoque no desenvolvimento regional, encontrando-se alinhadas com as respetivas Estratégias de Investigação e Inovação Inteligente (RIS3) e as políticas regionais em matéria de sustentabilidade e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável", diz.

Também citada pela própria Universidade de Évora, Hermínia Vilar acrescenta que a EU Green "pretende ser um extenso hub europeu de educação, investigação e inovação em sustentabilidade que ultrapassa as fronteiras do consórcio e atua globalmente para fornecer soluções aos desafios locais ou regionais, que podem ser replicadas a nível mundial".

Segundo a reitora, este será um “espaço de ensino reconhecido, centrado no aluno e inspirado na investigação, não só virtual, mas também físico. Queremos criar experiências, queremos impulsionar mobilidades e queremos cooperar para além do nível académico”.

De acordo com a Comissão Europeia “graças a um orçamento recorde de 272 milhões de euros do programa Erasmus+, 16 Universidades Europeias existentes continuarão a beneficiar de apoio e quatro novas alianças poderão iniciar a sua cooperação. Juntamente com as 24 alianças selecionadas em 2020, 44 Universidades Europeias no total reúnem atualmente 340 instituições de ensino superior situadas em capitais e regiões remotas de 31 países”.

Cada aliança recebe um orçamento de até 14,4 milhões de euros do programa Erasmus+ para um período de quatro anos, o que representa um forte aumento em comparação com o máximo de 5 milhões de euros para três anos no âmbito dos anteriores convites à apresentação de candidaturas Erasmus+.

Como revela a Comissão Europeia, “as Universidades Europeias são alianças de instituições de ensino superior de toda a Europa que cooperam em matéria de educação, investigação e inovação em benefício dos estudantes, dos professores e da sociedade”.

Citada em informação enviada ao Ensino Magazine Margaritis Schinas, vice-presidente da Comissão, explica que “se olharmos para as instituições de ensino superior da Europa individualmente, vemos que cada uma delas é, por si só, um centro de conhecimento e de inovação. Ao ligá-las e ao criar alianças transnacionais, permitimos que se tornem campeões europeus do conhecimento e que continuem a crescer através da cooperação em matéria de educação, investigação e inovação. Acredito que, juntas, as Universidades Europeias levarão o ensino superior na Europa a um novo nível. Felicito calorosamente todos os candidatos selecionados”.

Na mesma nota, Mariya Gabriel, comissária da Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, considera que “hoje estamos mais próximos de concretizar a nossa visão para o setor da educação superior na Europa: câmpus interuniversitários que atravessam fronteiras e disciplinas, onde estudantes, pessoal e investigadores de todas as regiões da Europa possam beneficiar de uma mobilidade sem entraves e em conjunto criar novos conhecimentos. Orgulho-me de que possamos proporcionar um maior financiamento e a mais longo prazo às alianças graças ao programa Erasmus+, e também de que tenhamos garantido uma abordagem inclusiva, dando às instituições de ensino superior a possibilidade de participar nas alianças existentes ou de formar novas alianças”.

De referir que “o convite à apresentação de candidaturas de 2022 para as Universidades Europeias no âmbito do Erasmus+ foi estruturado em torno de dois temas: por um lado, propunha proporcionar financiamento sustentável às alianças de instituições de ensino superior selecionadas já existentes, a fim de prosseguir a sua visão a longo prazo. As 16 alianças selecionadas alargaram-se a cerca de 30 novas instituições de ensino superior. Por outro lado, o convite à apresentação de candidaturas apoiou a criação de novas Universidades Europeias em toda a Europa e reuniu diferentes instituições de ensino superior em torno de visões estratégicas comuns”.

De referir que “juntamente com as 24 alianças selecionadas em 2020, 44 Universidades Europeias, no total, reúnem atualmente 340 instituições de ensino superior em capitais e regiões remotas de 31 países, de todos os Estados-Membros da UE, bem como da Islândia, da Noruega, da Sérvia e da Turquia. Uma novidade do convite à apresentação de candidaturas Erasmus+ de 2022 é que as alianças podem agora aceitar parceiros associados dos países do processo de Bolonha, nomeadamente a Ucrânia, o Reino Unido e a Suíça. Além disso, ao associar-se a cerca de 1300 parceiros, por exemplo, ONG, empresas, cidades e autoridades locais ou regionais, as Universidades Europeias podem aumentar substancialmente a qualidade e o âmbito do ensino superior”, explica a Comissão.

No outono de 2022, a Comissão lançará o próximo convite à apresentação de candidaturas Erasmus+, com o objetivo de oferecer financiamento para as alianças existentes e de criar novas alianças.

 
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