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Universidade Évora participa no livro vermelho dos mamíferos

22-09-2021

A Universidade de Évora participou no projeto que originou o Livro Vermelho dos mamíferos de Portugal Continental. Nesse estudo, verifica-se que a destruição ou a fragmentação do habitat natural, a poluição e as alterações climáticas são dos impactos mais referidos pelos cientistas como responsáveis pelo estado das espécies selvagens em Portugal Continental.

O estudo envolveu trabalho de campo, onde se verificou que “numa primeira análise que os mamíferos continuam a enfrentar grandes desafios para sobreviver. O coelho-bravo, do qual dependem muitos predadores ameaçados como o lince-ibérico ou a águia-imperial-ibérica, sofreu um declínio acentuado nos últimos anos. O arminho ainda não foi visto e a marta, o toirão e o gato-bravo apenas foram detetados em alguns locais”, diz a nota enviada pela UÉ.

O livro mostra que “muitas das espécies-alvo de morcegos encontram-se classificadas com Informação Insuficiente (DD). As espécies mais raras registadas estão diretamente relacionadas com a sua ocorrência esparsa no território nacional, dificultando a obtenção de registos (via captura ou deteção acústica), como por exemplo o morcego-arborícola-grande (Nyctalus noctula), ou espécies que foram descritas para o nosso território muito recentemente (em 2020), como o morcego-de-bigodes de Alcathoe (Myotis alcathoe) e o morcego-de-franja-criptico (Myotis crypticus)”, diz a mesma nota.

Uma boa novidade foi a descoberta da reprodução do morcego-hortelão-claro (Eptesicus isabellinus) no Baixo Alentejo por uma equipa de técnicos do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). É a maior colónia conhecida desta espécie no sul do país. Foram também registadas espécies classificadas com estatuto de ameaça no Livro Vermelho em 2005 como, por exemplo, a toupeira-de-água (Galemys pyrenaicus) e o rato de Cabrera (Microtus cabrerae).

 
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