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Vacinação COVID19 Aveiro explica prioridades

15-02-2021

Vacinar primeiro os ‘super disseminadores’ da covid-19 limita muito mais a propagação do coronavírus e pode diminuir o número global de mortes do que a estratégia que está a ser seguida pelos países da União Europeia, Estados Unidos e um pouco por todo o mundo, a de vacinar primeiros os idosos e sucessivamente os grupos etários de idades inferiores. A conclusão é de um estudo de uma equipa de investigadores da Universidade de Aveiro (UA).
“Concluímos que dar maior atenção e mesmo vacinar primeiro os ‘super disseminadores’ torna o protocolo de vacinação mais eficiente e permite salvar muitas mais vidas”, garante José Fernando Mendes, investigador do Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação (I3N) e do Departamento de Física da UA.
Através de um modelo epidemiológico, José Fernando Mendes e seus colaboradores mostram que, se o país vacinar 20 por cento da população da faixa etária situada entre os 30 e os 39 anos (faixa que representa 2,5 por cento da população nacional e onde os cientistas colocam o grosso dos ‘super disseminadores’) e reportando, por exemplo, ao contexto pandémico de janeiro, o país teria menos duas ou três mil mortes, dependendo do cenário usado.
O estudo prevê também que, no melhor dos cenários, no final do ano atingir-se-á um número total de mortes a rondar os 21000. “Argumentamos com base nesta abordagem, que não coincide com as propostas atuais, a nossa proposta deve ser considerada por todas as autoridades participantes no desenho do protocolo de vacinação covid-19, com o intuito de minimizar o número de mortes”, apela José Fernando Mendes.

 
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