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Laboratório HERCULES investigador O mistério das pinturas do Espírito Santo

19-11-2020

A Universidade de Évora (UÉ), através do Laboratório HERCULES e do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades (CIDEHUS), vai dar início a um estudo multidisciplinar que pretende desvendar o mistério que encerra as pinturas recém-descobertas na igreja do Espírito Santo em Évora, e lançar um novo olhar sobre a pintura mural eborense do séc. XVII.
Em nota enviada ao Ensino Magazine, a Universidade de Évora explica que “são seis as pinturas murais descobertas no mês passado pela empresa que se encontra a reabilitar este monumento religioso unido ao edifício principal da Universidade de Évora. As pinturas murais agora desvendadas encontravam-se ocultas pelas pinturas em tela nas tribunas da nave da Igreja, retiradas para restauro em atelier”.
Citada na mesma nota, Milene Gil, investigadora do Laboratório HERCULES que lidera a campanha científica, explica que “dos oitos murais originalmente presentes, só restam seis, ainda que só um subsista na íntegra. Apesar do estado fragmentário dos restantes cinco, é notória a qualidade plástica que os une na técnica e na materialidade”.
De acordo com a Universidade de Évora “o objetivo é proceder a um diagnóstico rigoroso através da identificação dos materiais empregues e do seu atual estado de conservação. A identificação técnica pictórica é outros dos pontos realçados pela investigadora pois, segundo as pesquisas de arquivo levada a cabo por Antónia Fialho Conde, Professora do Departamento de História da UÉ e investigadora do CIDEHUS, as pinturas não foram executadas na técnica do fresco mas sim, como destaca, a seco com óleo como aglutinante”.
Segundo as investigadoras da UÉ fica aberto o caminho à investigação. Por um lado, comprovar tecnicamente, no local e em laboratório, a descrição do P. Manuel Fialho: a existência de pintura a óleo sobre cal, deixando mais fluidas as fronteiras entre a pintura mural e a pintura de cavalete. Por outro lado, e em termos artísticos, procurar desvendar tanto a iconografia representada, e a sua relação não só com o espaço da igreja como de todo o Colégio, como a autoria dos painéis, tendo como referência a data de 1630 apontada pelo Autor para a sua realização.

Manuel Ribeiro 2020 © Seminário Maior de Évora
 
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