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Laboratório colaborativo Universidade de Évora é a única da europa em projeto com a China 10-12-2020

A Universidade de Évora (UÉ) acaba de anunciar ao Ensino Magazine, que é a única entidade europeia envolvida no CP-LCHCS (China-Portugal Joint Laboratory of Cultural Heritage Conservation Science), um laboratório colaborativo de investigação para a conservação do património em parceria com a Universidade da Cidade de Macau e a Universidade de Soochow, no leste da China.

Na nota enviada à nossa redação, a Universidade de Évora explica que "o laboratório tem com principal missão desenvolver metodologias de investigação essenciais para, de forma inovadora e tecnológica, abordar e dar resposta aos maiores desafios científicos da conservação patrimonial e do seu desenvolvimento sustentável, apostando em áreas como a investigação de materiais históricos, de novas tecnologias digitais de investigação ou de novos métodos de conservação preventiva e sistemas de manutenção".

O laboratório é financiado pelo programa chinês “Uma Faixa, Uma Rota” (Belt and Road Initiative), e assume-se como “um dos mais recentes projetos de Cooperação Estratégica em Inovação Científica e Tecnológica do Ministério da Ciência e Tecnologia da China”.

A coordenação deste projeto cabe à Universidade Soochow, que estará em contacto direto com a Universidade de Évora e com a Universidade da Cidade de Macau.

António Candeias, vice-reitor para a Investigação e Desenvolvimento da UÉ, é o coordenador do projeto em Portugal. Citado na nota enviada à nossa redação, salienta que este funcionará também com a participação da Cátedra CityUMacau em Património Sustentável, da Universidade de Évora, e com o apoio do Laboratório HERCULES, “uma unidade europeia de investigação de alto nível que integra vários laboratórios com equipamentos de última geração e com capacidade para desenvolver conhecimento na área das ciências do património e investigação inovadora no domínio das bio e nano tecnologias, o que o tornam numa infraestrutura única e num dos melhores equipamentos da Europa”.

Na mesma nota, António Candeias revela que o novo laboratório colaborativo visa ainda “desenvolver atividades de investigação conjunta transdisciplinar capazes de integrar recursos humanos altamente qualificados e com um forte envolvimento e impacto social, desenvolver investigação que crie estratégias de conservação eficientes e sustentáveis que atendam às reais necessidades do setor e implementar estratégias de valorização e comunicação do património cultural através da produção de conhecimento”.

Segundo a Universidade de Évora, entre as atividades previstas para este novo laboratório conjunto estão também a expedição, por parte do HERCULES, de um laboratório móvel que realizará campanhas na China continental e o desenvolvimento de um “programa de formação técnica avançada e de elevada qualidade”, através da criação de mestrados e doutoramentos conjuntos.

No entender do vice-reitor da UÉ, “ao participar nas atividades de investigação conjunta do novo laboratório colaborativo, temos a esperança que possamos avançar para além do estado da arte e garantir a relevância e competitividade duradouras desta nova infraestrutura de investigação desenvolvida pelo Laboratório.”

 
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