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Risco de transmissão da COVID-19 no futebol Docente da UBI investiga

26-11-2020

Bruno Travassos, docente da Universidade da Beira Interior (UBI), colaborou no estudo onde se sugere que o futebol não é uma modalidade de alto risco de exposição respiratória para a transmissão da COVID-19, corroborando a classificação avançada pela Direção-Geral da Saúde, numa Orientação de agosto, de modalidade de “médio risco”.
Além do investigador da UBI, o trabalho contou com a participação de investigadores das universidades de Évora, Porto, Nova de Lisboa e da Portugal Football School (Federação Portuguesa de Futebol), que fez a monitorização das dinâmicas de um jogo de futebol para análise de risco de exposição respiratória para a transmissão da COVID-19 no futebol.
Neste estudo, que procurou analisar a aplicabilidade da utilização dos dados de tracking recolhidos durante os jogos de futebol na avaliação do contacto interpessoal entre indivíduos, foram analisados os posicionamentos e movimentações dos jogadores e árbitros durante um jogo de futebol que terminou empatado a três golos, através de um sistema com câmaras super-HD e tecnologia de processamento de imagem patenteada, usada nas principais ligar europeias e nas competições da UEFA e da FIFA.
Os resultados do estudo, publicados na revista Sensors, apontam que esta metodologia de análise poderá ser utilizada para avaliar a exposição respiratória decorrente do contacto interpessoal e consequente estratificação do risco da prática e competição de diferentes modalidades desportivas ou atividades físicas, contribuindo para o planeamento de diferentes atividades no contexto da pandemia de COVID-19.
Bruno Travassos refere que “o recurso a dados desta natureza permite uma clarificação sobre os riscos da prática desportiva, demonstrando que o verdadeiro risco de contágio não está associado à dinâmica do jogo”. O docente do Departamento de Ciências do Desporto da UBI acrescenta que, “por sua vez, em treino, os treinadores deverão assegurar o distanciamento social, sobretudo em momentos de início de treino, instrução, pausas entre exercícios e parte final do treino, de modo a manter os tempos de exposição ao contágio em valores reduzidos”.

 
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