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500 mil financiam projeto em Aveiro Covid-19 rastreada pelos níveis de oxigénio

27-10-2020

A Universidade de Aveiro (UA) acaba de receber parecer positivo do Infarmed e um financiamento de 476 mil euros da Agência Nacional de Inovação (ANI) para desenvolver sensores em postos portáteis para medição, sem contacto, do nível de saturação de oxigénio (SpO2) diminuído e da temperatura corporal elevada, em locais de acesso onde é maior a probabilidade de aglomeração de pessoas. 

O dispositivo está a ser desenvolvido no âmbito do projeto “TO2 – Postos de medição sem contacto de saturação de oxigénio e temperatura”, em copromoção com as empresas RI-TE - Radiation Imaging Technologies e Exatronic, sendo ainda parceiro o Centro Hospital do Baixo Vouga, o Instituto de Instrumentación para Imagen Molecular/Universitat Politècnica de València e a empresa Insulcloud, SI.

A tecnologia será usada em locais onde é mais difícil assegurar o cumprimento rigoroso das recomendações sanitárias ou de distanciamento social, como transportes públicos, aeroportos, escolas, empresas, centros comerciais, conferências, eventos, espetáculos, e mesmo hospitais (triagens), entre outros.

Será assim possível identificar precocemente potenciais infetados com Covid-19 e atuar mais cedo, diminuindo o risco de transmissão comunitária do novo coronavírus e melhorando a eficácia dos tratamentos. Além disso, a medição sem contacto, aliada ao cumprimento das normas sanitárias das entidades competentes, previne possíveis contágios indiretos através do próprio dispositivo.

Os pacientes infetados com o novo vírus registam níveis extraordinariamente baixos de oxigénio no sangue (SpO2), mesmo sem revelarem dificuldade respiratória, condição que tem vindo a ser chamada de “hipóxia silenciosa” ou “feliz”. De entre os muitos factos surpreendentes do novo coronavírus, este parece desafiar os princípios da biologia básica e da medicina. Na maioria das doenças pulmonares, como a pneumonia, a baixa SpO2 acompanha outras alterações estruturais dos pulmões, ou níveis crescentes de CO2 uma vez que os pulmões não conseguem expulsá-lo com eficiência. São esses fatores que originam a falta de ar no paciente.

A equipa de investigadores da UA, coordenada por João Veloso, agrega competências multidisciplinares, sendo constituída por investigadores dos departamentos de Eletrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) - Armando Pinho, Susana Brás, João Rodrigues - Comunicação e Arte (DeCA) - Ana Isabel Veloso -, para além do Departamento de Física (DFis) - Ana Luísa Silva, Pedro Correia.

 
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