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Pela Academia Portuguesa da História Aluno da UMinho distinguido

26-11-2020

Luís Gonçalves Ferreira, estudante de doutoramento da Universidade do Minho, é o vencedor do Prémio Lusitania História, da Academia Portuguesa da História, com um estudo que mostra como a roupa doada pelas misericórdias reconhecia as diferenças entre os pobres nos séculos XVII e XVIII. O galardão, que reconhece uma obra de investigação sobre a História de Portugal publicada no último ano, será entregue a 9 de dezembro, em Lisboa.
Luís Gonçalves Ferreira concorreu com a sua dissertação de mestrado em História pela UMinho, "Vestidos de caridade: assistência, pobreza e indumentária na Idade Moderna", editada em livro pela Misericórdia de Braga e pela Húmus. “Estou feliz e ainda a ‘processar’ este prémio tão importante, que é um incentivo emocional e de carreira. Prova que estou a arriscar na direção certa, que valeu a pena tanto trabalho e que é possível publicar livros com investigação de qualidade e a respeitar os ‘tempos’ da História”, afirma.
O seu estudo é duplamente inovador, ao abordar a indumentária dos pobres (em vez das habituais elites) e a prática de esmola aos pobres, provando que as Santas Casas da Misericórdia acentuaram a identificação de subescalas de pobres, percetíveis pelo tipo de roupa, sapatos, objetos domésticos, alimentos, guarida, valores, salários e emprego que lhes doavam. Por exemplo, notava-se que viúvas, órfãos e padres vestiam-se melhor do que mendigos e delinquentes, os quais apresentavam roupa esfarrapada. Aliás, até o tipo de mortalha doado no funeral “comunicava” a situação do pobre.
Luís Gonçalves Ferreira centrou o seu mestrado no caso de Braga, mas encontrou muitos indícios de um cenário idêntico pelo reino, nomeadamente em cidades como Lisboa e Porto, que está a aprofundar na sua tese doutoral. Natural de Vila Verde, vive em Braga, é licenciado, mestre e doutorando em História pela UMinho, além de investigador do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT) e membro do grupo História Social a Norte.

 
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