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Universidade de Évora As aves e os morcegos que combatem as pragas

14-12-2021

José Herrera, investigador do Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento (MED), da Universidade de Évora (UÉ), liderou um estudo que analisa o potencial de aves e morcegos como inimigos naturais de insectos-praga e o impacto das práticas agrícolas sobre os serviços de controlo biológico. A informação foi veiculada ao Ensino Magazine pela instituição.
O estudo foi recentemente publicado em Scientific Reports, da prestigiada revista Nature. Segundo a nota enviada à nossa redação, “ntre as espécies-praga consumidas encontram-se algumas de elevado impacto económico, nomeadamente a mosca da azeitona (Bactrocera oleae) e a traça da azeitona (Prays oleae), no caso do olival, enquanto que no caso da vinha, é a traça da uva (Lobesia botrana) que se destaca”.
Neste trabalho, através de uma rigorosa revisão bibliográfica, os investigadores da UÉ, em colaboração com investigadores das Universidades de Lisboa e do Porto, identificaram que um total de 78 espécies de aves e morcegos consomem até 50 espécies de pragas do olival e da vinha, atuando estas espécies de aves e de morcegos como potenciais agentes de controlo biológico.
No mesmo estudo, os investigadores encontraram que a presença de aves e morcegos está fortemente determinada pelas características da paisagem. Assim, destacam no estudo, que a diminuição de hábitat natural e o incremento da área agrícola provoca uma importante redução da probabilidade de surgirem espécies potencialmente presentes e, em definitiva, dos serviços de controlo biológico associados.
Face a estes resultados, os investigadores alertam para a importância da conservação (e criação) de áreas naturais dispersas para uma gestão mais sustentável dos olivais e das vinhas. Esta estratégia serviria para minimizar o impacto negativo da homogeneização da paisagem sobre a presença de aves e morcegos, aumentando desta forma os serviços de controlo biológico que estas espécies proporcionam nestas culturas.
Os investigadores alertam desta forma o impacto da perda de hábitat natural e a homogeneização da paisagem nos serviços de controlo biológico que estas especies proporcionam nestas duas culturas de elevada importância económica.

 
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