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Bocas do galinheiro Natal em casa (na televisão)

14-12-2021

Se como escreveu o poeta “Natal… é quando um homem quiser”, filmes natalícios há para todos os gostos e formatos. Já aqui abordámos o tema, mas não resistimos a ele voltar. As luzinhas já piscam nalgumas ruas da cidade, ao centro, claro, e o Natal está aí, “inauguradas” que foram as iluminações, a receita milenar, panem et cirences, pelos vistos nunca falha, pelo que já nos podemos sentar na sala e esperar o desfile cinéfilo alusivo à época.
“Do Céu Caiu Uma Estrela” (It’s a Wonderful Life, 1946), de Frank Capra, era seguramente o filme mais passado no Natal pelas televisões, e não sou eu que o digo, em que o anjo Clarence, já com 293 anos, mas ainda sem asas, para as ganhar faz ver a James Stewart quão bom é viver e que ainda pode tornar aquele Natal o melhor da sua vida e dos que o rodeiam. Um milagre dá sempre jeito. Mas já não. O novo filão passa por “O Amor Acontece” (Love Actually, 2003), de Richard Curtis, uma comédia romântica made in England. Também não costuma faltar “Sozinho em Casa” (Home Alone, 1990), de Chris Columbus, ou como o esquecimento de uma família de um dos pequenotes em casa, Macaulay Culkin, diverte as restantes famílias do mundo e, não contentes com a façanha, repetiram a gracinha em “Sozinho em Casa 2” (Home Alone 2: Lost in New York, 1992), com os mesmos protagonistas.
Os filmes à volta do Natal são um filão, bem aproveitado pelas televisões, é claro, mas agora também pelas plataformas de streaming, onde estão ao nosso alcance a qualquer hora. Mas não só. A Netflix, lançou em 2019 uma produção própria de animação, “Klaus”, com assinalável êxito, tendo sido candidata ao Óscar de melhor filme de animação, que perdeu para “Toy Story 4”, da Disney/Pixar, tendo arrebatado o BAFTA da categoria. Porém, no campo da animação, podemos encontrar um bem nutrido lote de boas películas, desde logo o já clássico “O Estranho Mundo de Jack” (A Nightmare Before Christmas, 1993), dirigido por Henry Selick, duma história de Tim Burton, mestre do gótico e do fantástico, a que esta produção não é alheia. Porém, se dermos uma vista de olhos às diversas entregas de animação, vamos encontrar filmes natalícios em quase todas elas: “A Charlie Brown Christmas”, de 1963, escrito por Charles M. Schultz;  “Merry Madagascar”, de 2009, ou quando o Pai Natal caiu em Madagáscar com as suas renas; “Mickey’s Once Upon a Christmas”, de 1999, com o rato mais conhecido do pequeno écran, juntamente com os seus velhos amigos, com destaque para a sua namorada Minnie, Donald e Pateta, protagonizando três histórias de Natal e, inesquecível, o notável “The Muppet Christmas Carol”, de 1992, com um muito humano Michael Caine como Scrooge.
Apesar de tudo, de quando em vez, lá aparecem versões do intemporal “Conto de Natal” de Charles Dickens, um hino ao espírito natalício, da fiel “Scrooge”, de Henry Edwards, de 1935, com Sir Seymour Hicks como Scrooge, à também britânica de Ronald Neame, de 1972, em que o velho avarento é Albert Finney, acolitado por um fantasmagórico Sir Alec Guiness, sem esquecer “De Ilusão Também Se Vive” (Miracle on 34th Street, 1947), de George Seaton, outro dos grandes clássicos dos contos da Natal, quando Maureen O’Hara e a sua filha, uma pequena Natalie Wood, num dos seus primeiros filmes, recebem a visita de um velhote que diz ser o Pai Natal, papel que valeu a Edmund Gwenn o Oscar de Melhor Actor Secundário, bem outros que pretendem dar à volta à novela de Dickens, mostrando-nos outras faces do Natal, com algum drama à mistura, como é o caso de “Almost Christmas” (2016), de David E. Talbert, sobre uma família disfuncional que se reúne para o primeiro Natal depois da morte da mãe, com Kimberly Elise e Danny Glover, ou outros filmes em que o tema é recorrente, casos de “How The Grinch Stole Christmas”,2000, de Ron Howard, sobre a popular personagem criado por Dr. Seuss, o monstro verde, personificado por Jim Carrey, a quem a alegria dos habitantes da cidade pelo Natal o intrigava e que ao chegar a Whoville para dar a sua visão pessoal do Natal, conhece a pequena Cindy Lou Who, com algumas dúvidas sobre o acontecimento. Noutro registo “Santa Claus: The Movie”, 1985, de Jeannot Szwarc, com Dudley Moore, um dos muitos Santa Claus movies, alguns tão estapafúrdios como “Santa Claus Conquers the Martians”, 1964, de Nicholas Webster, ou o pesadelo por que passa Arnold Schwarzenneger em “Jingle All The Way”, 1996, de Brian Levant, à procura dum há muito esgotado boneco Turbo Man, na véspera de Natal, que havia prometido ao filho.
Já que o acesso às plataformas de streaming já se vai tornando banal, podemos sempre dar uma espreitadela às muitas séries disponíveis porque normalmente dedicam um episódio à efeméride.
Sendo caso disso, bons filmes, Feliz Natal e Bom Ano Novo!

Luís Dinis da Rosa

Este texto não segue o novo Acordo Ortográfico

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