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Politécnico Politécnico de Coimbra promove campanha de recolha de bens

03-02-2026

O Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) e as suas associações de estudantes estão a promover uma campanha de recolha de bens para apoiar as pessoas afetadas pela passagem da depressão Kristin.

Foram criados pontos de recolha em todas as escolas do IPC e na receção dos Serviços Centrais (em São Martinho do Bispo), estando a ser pedidos alimentos não perecíveis, bens para animais, produtos de higiene pessoal e de limpeza e outros bens que possam ser úteis, como lanternas, pilhas e extensões elétricas.

A presidência do IPC contactou os estudantes por email com o objetivo de identificar aqueles que “tenham sido diretamente afetados e que necessitem de apoio” e de os encaminhar para os gabinetes de Apoio ao Estudante existentes em todas as escolas.

“Este contacto permitirá identificar as necessidades existentes e avaliar de que forma poderemos ajudar, dentro das nossas possibilidades, de modo célere e adequado a cada situação”, justificou a presidente do IPC, Cândida Malça.

A responsável contou que houve vários contactos de elementos da comunidade do IPC que demonstraram interesse em dar o seu contributo e juntar-se ao movimento solidário.

Por agora, a campanha de recolha de bens decorrerá até sexta-feira, mas poderá prolongar-se “enquanto se entender útil”.

“O destino das doações será definido conforme as necessidades identificadas no momento, abrangendo os distritos da região Centro”, acrescentou.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Lusa
Município de Coimbra
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