Uma certificação do território com estilo de vida sustentável e um laboratório vivo são duas das medidas a implementar no Alentejo, pelo projeto Guardiões, para valorizar o ecossistema ambiental da região e combater as alterações climáticas.
Estas medidas integram o plano de ação da 2.ª fase do projeto, promovido pelo Instituto Politécnico de Portalegre, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo e Fórum da Energia e Clima, apresentado a 6 de janeiro em Évora.
“O Guardiões I foi para ganhar notoriedade enquanto projeto de educação ambiental, com conferências sobre várias temáticas”, e, agora, “é a passagem para o terreno”, realçou à agência Lusa Rui Raposo, da equipa de coordenação da iniciativa.
Na sessão de apresentação, realizada no auditório da CCDR do Alentejo, Cátia Sousa, também da equipa de coordenação, revelou que o plano de ação abarca cinco projetos âncora e outros 15 complementares.
Entre os principais encontram-se a criação de um laboratório vivo para “testar novas soluções de ecoconstrução e tecnologias em condições reais” e a produção de conteúdos pedagógicos e realização de ações de formação para sensibilizar a comunidade.
A implementação de projetos-piloto de ação climática e de um programa de certificação do território com estilo de vida sustentável, culminando com um ‘selo’ da diferenciação da marca Alentejo, são também medidas em foco.
Já os projetos complementares incluem o aumento da eficiência energética de edifícios, reciclagem das águas residuais domésticas, instalação de papeleiras inteligentes ou plantação e recuperação de florestas autóctones, entre outros.
Segundo Rui Raposo, as medidas constantes no plano de ação da 2.ª fase do projeto Guardiões, a implementar nos próximos três anos, implicam um financiamento superior a 10 milhões de euros.
Até agora, adiantou, “este projeto está financiado apenas e só para a governação”, com cerca de 600 mil euros provenientes do Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos (PROVERE), no âmbito do programa Alentejo 2030.
O responsável assinalou que, agora, é preciso “alargar a escala de todo o projeto” e captar comunidades intermunicipais, municípios, entidades do setor da educação e privados para o consórcio promotor do projeto.
“Muitas vezes o que falta é este elo de ligação de quem executa, de quem coloca no terreno, porque temos projetos que podem ser financiados aproveitando os quadros comunitários e os financiamentos da Europa”, acrescentou.