Um projeto para aproximar comunidades e vida selvagem, envolvendo artistas e biólogos em Miranda do Douro, é o vencedor do novo Prémio Conceição Martins, que será entregue esta semana no primeiro congresso internacional de educação ambiental.
O 1.º Congresso Internacional de Educação Ambiental para a Sustentabilidade, em Bragança nos dias 8 e 9, é organizado pela associação ambientalista Geota, pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança e pela Fundação Aga Khan Portugal, reunindo docentes, investigadores, educadores, estudantes e profissionais das áreas da educação, do ambiente e do desenvolvimento sustentável.
Segundo o Geota, no decorrer do congresso serão entregues as distinções do Prémio Conceição Martins de Educação Ambiental para a Sustentabilidade, criado para homenagear a professora Maria da Conceição da Costa Martins, “figura maior da educação ambiental em Portugal”.
O prémio procura reconhecer o trabalho de mulheres que contribuem para transformar práticas educativas, políticas públicas e comunidades através da sustentabilidade, e aceita projetos, trabalhos académicos como teses, dissertações e relatórios de mestrado ou doutoramento, desde que as candidaturas sejam de mulheres.
Além do 1.º prémio, atribuído a Sara Freire (da organização não-governamental Palombar - na foto) pelo projeto “Futuros Partilhados”, receberam menções honrosas Anabela Cordeiro, pelo “Observatório de Eficiência Hídrica” (Algarve), e Maria Madalena Torres, por um projeto de cocriação em educação pré-escolar (Braga).
Na vertente de trabalho académico, o 1.º Prémio distinguiu Joana Ivónia, pelo estudo “Pedalar desde criança”, que propõe a reintegração da bicicleta na mobilidade escolar a partir do design e da educação.
E distinguiu ainda com uma menção honrosa Teresa Raquel Pereira, pelo trabalho sobre desenvolvimento positivo de jovens no contexto das alterações climáticas.
Maria da Conceição da Costa Martins, que morreu no ano passado, foi a primeira mulher presidente do Geota e participou na fundação da associação Pato, Associação de Defesa do Paul da Tornada, estando envolvida na classificação do local como reserva natural, em 2009.
Foi professora e investigadora na área da educação ambiental e psicologia da educação. Nos projetos de investigação abordou temas como as atitudes dos jovens face ao ambiente, educação para o desenvolvimento sustentável e alimentação sustentável.