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Politécnico Leiria investe 18 milhões: nova ESECS vai avançar

20-11-2023

O concurso de conceção e construção do novo edifício da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) do Politécnico de Leiria vai ser lançado até ao final deste ano, num investimento de 18 milhões de euros.
O anúncio foi feito durante o aniversário dos 44 anos da escola, onde o diretor Pedro Morouço assumiu que é preciso “urgentemente, uma nova escola”. Será com base na maqueta idealizada pela ESECS que a conceção e construção se irá desenvolver, num investimento previsto de 18 milhões de euros (ME), a que acrescerá o valor dos equipamentos.
“Em 1984, terminaram-se as obras para uma escola que pretendia, na altura, receber 300 estudantes: 260 em formação inicial de professores de ensino básico e suas variantes e 40 em formação contínua. Hoje a realidade é outra. Com uma vasta e diversificada oferta formativa, contamos com 2.800 alunos”, revelou.
Pedro Morouço disse à agência Lusa que pretende que a “nova escola não seja um espelho daquilo que é atualmente, mas aquilo que a ESECS quer ser no futuro”.
“Será muito virada para novas estratégias pedagógicas e metodológicas, em termos de ensino-aprendizagem, virada para espaços multifuncionais, muita articulação com os espaços exteriores”, acrescentou à Lusa.
Pedro Morouço disse que a obra da nova ESECS ainda não avançou porque aguarda o “desbloqueio” de 2,6 milhões de euros por parte do Ministério das Finanças, que irá custear a retirada do fibrocimento do atual edifício, que se situa junto ao Município de Leiria.
Segundo referiu Pedro Morouço, além dos quatro milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) alocados à construção do novo edifício, o financiamento do projeto vai depender também da venda do atual imóvel ao Instituto do Emprego e Formação Profissional.
Desconhecendo ainda o valor da avaliação que será feita ao atual edifício após as obras de requalificação, Pedro Morouço confia que não serão menos de 11 milhões de euros. Caso o valor da venda não supere esta verba, a ESECS irá recorrer ao financiamento do Portugal 2030.
“Decidimos, em articulação com o presidente do Politécnico de Leiria, a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria e Câmara de Leiria – os nossos parceiros - que não vamos continuar reféns do Ministério das Finanças, porque temos receio de perder os fundos do PRR, que tem como data limite de execução 2026”, sublinhou.
Projetada para nascer entre os dois bosques dos terrenos do Estabelecimento Prisional de Leiria Jovens, o esboço da nova ESECS privilegia o verde, a luz natural e a acessibilidade, referiu à Lusa Pedro Morouço, acrescentando que o novo projeto prevê um edifício todo envidraçado, refletindo “a envolvente verde”, de modo a “causar menor impacto visual”.
Implantada numa área com cerca de 17.100 metros quadrados, que quase duplica a atual (nove mil m2), o edifício dará resposta aos cerca de três mil alunos e contemplará salas inovadoras, que não se distinguem de laboratórios.

Lusa
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