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Inovação Politécnico da Guarda cria um centro pioneiro para modernizar a administração pública

06-03-2021

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) acaba de anunciar, ao Ensino Magazine, a criação de um centro de competências blockchain, pioneiro no país, para modernizar a administração pública.
Na nota enviada à nossa redação, o IPG explica que “para avançar com este projeto de modernização financiado pela União Europeia, foi criada uma unidade da Rede Europeia de Blockchain – EBSI, pioneira no país”.
Diz o Politécnico da Guarda que a “EBSI é uma iniciativa da Comissão Europeia para digitalizar os serviços públicos dos Estados-membros”.
Para montar este projeto de tornar as bases de dados da Administração Pública portuguesa mais segura e mais impenetrável, e para participar em projetos europeus de criação de novos serviços para os cidadãos, o Instituto Politécnico da Guarda associou-se à empresa tecnológica portuguesa To Be Blockchain. Esta empresa, liderada por António Matias Gil, está a construir com o IPG o primeiro nó português da EBSI.
Citado na mesma nota, António Matias Gil, responsável pela To Be Blockchain, revela que será criado “um centro de competências blockchain no Politécnico da Guarda, integrado na rede europeia, onde iremos mostrar as vantagens de segurança desta solução tecnológica, orçamentar a sua implementação em diversos serviços públicos e capacitar os técnicos da Administração Pública para ligarem os seus atuais sistemas informáticos à blockchain”.
Aquele responsável acrescenta que “o IPG tem capacidade para desempenhar um papel importante na manutenção das infraestruturas blockchain e para apoiar unidades da Administração Pública portuguesa, sobretudo ao nível da formação tecnológica, para que esta possa adotar de forma generalizada a tecnologia blockchain nos seus serviços”.
De referir que “a tecnologia blockchain estrutura-se a partir de bases de dados que funcionam em cadeias de informação criptografadas e descentralizadas, garantindo que qualquer partilha de informação ou registo de transações sejam efetuados de forma segura e permanente. O facto de a informação estar distribuída em vários servidores dificulta a adulteração de qualquer dado”, esclarece o Politécnico.
Joaquim Brigas, presidente do Politécnico da Guarda, sublinha o facto da “tecnologia blockchain estar em clara expansão. Tem-se revelado bastante vantajosa em diversos setores de atividade, tanto públicos como privados. Queremos posicionar o IPG na vanguarda nacional desta solução tecnológica, tornando-o numa instituição de ensino superior especializada na transmissão de conhecimento blockchain, através de investigadores e de docentes altamente qualificados nas diversas áreas ligadas às Tecnologias de Informação e Comunicação – TIC”.
Para António Matos Gil, “esta iniciativa do Instituto Politécnico da Guarda irá ajudar o país a cumprir o compromisso político europeu de se manter na linha da frente do acompanhamento, desenvolvimento e implementação de projetos de digitalização baseados na tecnologia blockchain”.
Na nota enviada à nossa redação, o IPG reforça a ideia de que “a transformação digital dos serviços públicos, através da tecnologia blockchain, é um dos grandes objetivos estratégicos da União Europeia. Uma das iniciativas já lançadas é a Infraestrutura da Rede Europeia de Blockchain – EBSI, a qual irá permitir criar serviços públicos transfronteiriços e, assim, melhorar a forma como as empresas, os negócios e os próprios governos europeus funcionam. A ideia é criar uma estrutura resistente para o setor público que, ao longo do tempo, terá ligação com outras plataformas do setor privado, permitindo relações mais ágeis, menos burocráticas e mais transparentes entre todos os atores”.
A terminar acrescenta que “a EBSI já permite a alguns países europeus a reestruturação de quatro áreas da administração pública em prol de uma maior segurança na partilha de informação. Na área notarial, a tecnologia blockchain está a permitir o rastreamento fiável de documentação; nos domínios da educação e do ensino superior, através da gestão de diplomas, já foi possível criar uma rede europeia de credenciais”.
Esta nova tecnologia permitirá que os cidadãos europeus tenham maior controlo sobre a sua identidade e dados, através da Identidade Digital Auto Soberana. E, no futuro, as administrações fiscais dos diferentes países poderão vir a partilhar informações sobre o IVA das empresas de cada país de forma segura, o que hoje não acontece.

 
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