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Projeto envolve 10 parceiros Investigação liderada pelo Politécnico de Setúbal distinguida pela União Europeia 06-01-2021

A União Europeia acaba de distinguir projeto de investigação TESSe2b, desenvolvido por um consórcio de 10 parceiros e coordenado pelo Instituto Politécnico de Setúbal (IPS).

A Comissão Europeia destaca o seu contributo para a meta de uma Europa com impacto neutro no clima até 2050, no quadro do Pacto Ecológico Europeu.

A informação foi confirmada ao Ensino Magazine pela instituição de ensino portuguesa, que explica que o sistema Thermal Energy Storage Systems for Energy Efficient Buildings (TESSe2b), apresenta “uma solução para o armazenamento de energia térmica em edifícios residenciais, por recursos solares e geotérmicos, de instalação fácil e a baixo custo para o cidadão comum”.

Coordenado por Luís Coelho, docente da Escola Superior de Tecnologia de Setúbal (ESTSetúbal/IPS), o projeto decorreu entre 2015 e 2019 e foi financiado pelo programa Horizonte 2020 (H2020), da Comissão Europeia, com um montante de 4, 3 milhões de euros.

No entender do Politécnico de Setúbal este projeto demonstrou a “capacidade do IPS para liderar, e com sucesso reconhecido, projetos europeus de relevância e em parceiras alargadas”.

A sua concretização “envolveu cinco instituições de ensino superior, um centro de investigação e quatro pequenas e médias empresas, em representação de oito países (Portugal, Grécia, Chipre, Espanha, Áustria, Polónia, Alemanha e Reino Unido)”, diz a nota enviada à nossa redação.

Para o IPS este projeto “veio provar que, em tempos de transição energética, em que se começa a generalizar o uso de fontes renováveis nas habitações, o problema coloca-se sobretudo ao nível do armazenamento, exigindo uma solução para garantir a disponibilidade de energia sempre que ela é necessária, seja para aquecimento, arrefecimento ou produção de águas quentes sanitárias”.

De referir que este sistema já foi testado em três locais de demonstração, na Áustria, Espanha e Chipre. “Esta solução permitirá reduzir o consumo de energia nas habitações em pelo menos 30 por cento”, significando menos custos para o consumidor final.

Luís Coelho, citado na mesma nota, revela que além da “redução dos consumos energéticas e respetivos custos, bem como no aumento da contribuição das fontes de energia renováveis para aquecimento, arrefecimento e águas quentes sanitárias”, este projeto representa também para o IPS, uma oportunidade única de “alargar a sua rede de contactos internacionais”, sem esquecer a marca que deixou na sua prática pedagógica.

Diz o investigador que “este projeto em concreto, bem como outros de investigação e desenvolvimento em que o IPS tem estado envolvido, tem permitido também atualizar matérias lecionadas nas licenciaturas e mestrados relacionados e envolver estudantes e bolseiros de investigação, contribuindo assim para uma formação mais avançada e alinhada com os desenvolvimentos tecnológicos atuais e futuros”.

Sucedido pelo Horizonte Europa, que vigorará até 2027, o H2020 destacou-se como o maior programa de investigação e inovação de sempre da União Europeia, com um total de 80 mil milhões de euros direcionados para a produção de ciência e tecnologia de nível mundial, capazes de sustentar o crescimento económico e o emprego qualificado.

 

 
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