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Politécnico de Portalegre Academia para o Hidrogénio apresentada 20-05-2021

O Secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba, esteve este mês em Portalegre na apresentação da Academia do Hidrogénio, projeto que resultou de uma candidatura efetuada no âmbito da Estratégia Nacional para o Hidrogénio (EN-H2) do Governo Português, ao Important Project of Common European Interest (IPCEI).

O Politécnico de Portalegre detém um centro de experimentação semi-industrial, a BioBIP Energia, onde tem sido desenvolvida formação e investigação na área da bioenergia. O Secretário de Estado teve a oportunidade de visitar o espaço, com cerca de mil metros quadrados, onde são trabalhados e a desenvolvidos um conjunto de projetos como o vetor energético que tem como base o hidrogénio.

Durante a apresentação do projeto foi ainda destacado o trabalho do Politécnico no âmbito do Valoriza e em conjunto com uma rede de parcerias nacionais e internacionais, com particular relevo para o Laboratório Circular do Alentejo e Laboratório Colaborativo das BioRefinarias – BioREF, que detém um dos seus polos na BioBIP.

A criação da Academia do Hidrogénio tinha sido divulgada, em primeira mão, pelo Ensino Magazine, na sua edição de agosto do ano passado. Na altura o presidente do Politécnico, Albano Silva, sublinhou a experiência da instituição na área das energias renováveis. “Este é um passo em frente muito grande. Somos o único politécnico do país a avançar e há um conjunto de empresas que quer colaborar connosco”, explicou, para depois esclarecer que “isto é possível porque temos o centro de investigação Valoriza que tem feito uma forte aposta nestas áreas”.

Também nessa reportagem Paulo Brito, responsável pela BioBip Energia (incubadora de empresas do Politécnico de Portalegre) e do projeto da Academia, lembrou que “o hidrogénio não é um tema novo para nós. O Instituto, no âmbito do seu centro de investigação Valoriza, tem vindo a desenvolver vários projetos de cariz muito prático e aplicados neste domínio, tendo sido clara a eleição deste vetor como estratégico para o país, situação que agora se afigura como efetiva. Entre os projetos destacam-se: Materiais funcionais para a produção eletrolítica de hidrogénio (FCT); H2SE - hidrogénio e Sustentabilidade Energética (Compete); Waste2H2 (H2020); AlTERCEXA (Interreg); Médio Tejo Hydrogen Region (FCH-JU), PigWasteBiorefinary (A2020)”.

Paulo Brito lembrou ainda que “o Politécnico de Portalegre foi das primeiras instituições a ter um mestrado nas áreas da energia e ambiente com unidades curriculares especificas para o hidrogénio”. E dá como exemplo “a unidade curricular de Hidrogénio e Células de Combustível no mestrado de Tecnologias de Valorização Ambiental e Produção de Energia”.

Para além disso, acrescentou, “o Politécnico dispõe de equipamentos e unidades piloto, num laboratório experimental de demonstração de tecnologia, BioBIP-Energia para produção e utilização de hidrogénio, destacando-se: Eletrolisadores (PEM); Células de combustível (PEM, SOFC); Unidades piloto de gasificação térmica; Unidades piloto de processos biológicos; Unidade piloto de processos fotocatalíticos, bem como, capacidade analítica laboratorial”.

 
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