Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pelo nosso website. Ao navegar com os cookies ativos consente a sua utilização.

Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXIII

Saúde Investigadores do Politécnico de Coimbra desenvolvem penso inovador para tratar feridas crónicas

17-11-2020


Carolina Melo e Rúben Nunes, investigadores do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), estão a desenvolver um penso inovador para tratar feridas crónica. A investigação mereceu a atribuição de uma bolsa inovação e empreendedorismo StartUp Voucher, atribuída pelo IAPMEI.

Ao Ensino Magazine a instituição de ensino superior portuguesa destaca a importância desta investigação.  "Em alternativa aos pensos já existentes no mercado, Carolina Melo e Rúben Nunes propõem uma nova gama de pensos hidrocolóides, constituídos por polissacarídeos extraídos da planta Adenanthera pavonina", diz a nota enviada à nossa redação.

Os investigadores consideram que este novo produto pode afirmar-se como “uma alternativa viável e eficaz, para a resolução de um problema de saúde pública com grande impacto financeiro e social”.

A investigação está a ser realizada no âmbito do projeto “HIDGUP - Hidrocolóide de Galactomanana: Nova abordagem no tratamento de Úlceras de Pressão”, o qual tem por objetivo desenvolver um novo penso, mais económico e eficaz, para o tratamento de feridas crónicas, como as úlceras de pressão sobretudo para a população idosa e acamada.

Predominantes sobretudo na população idosa e acamada, as úlceras de pressão são provocadas pela diminuição de circulação sanguínea e habitualmente tratadas com recurso a pensos que promovem a regeneração de tecidos e aceleram o processo de cicatrização. Contudo, este tipo de materiais é ainda dispendioso, estimando-se que o tratamento de feridas crónicas tenha um impacto financeiro de quatro a seis mil milhões de euros por ano nos sistemas de saúde europeus.

Durante os próximos meses, Carolina Melo e Rúben Nunes, licenciados em Ciências Biomédicas Laboratoriais, vão receber até 12 meses de financiamento da bolsa inovação e empreendedorismo StartUp Voucher, atribuída pelo IAPMEI, e realizar os primeiros ensaios microbiológicos nos laboratórios da ESTeSC, esperando apresentar o primeiro protótipo no início de 2021.

 
Voltar