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Cristina Martín Jiménez, jornalista de investigação e escritora ‘Os globocratas têm em marcha um plano para tomar conta do mundo’ 22-03-2021

Segundo a tese da escritora espanhola, por detrás de uma crise sanitária, a pandemia do coronavírus, estão motivações económicas e políticas de uma elite, que tem como rostos visíveis Mark Zuckerberg e Bill Gates.

O mundo está em pandemia declarada desde março de 2020. A tese que defende é que por detrás de uma crise sanitária, estão motivações económicas e políticas. Pode explicar melhor o seu ponto?
Para compreender a pandemia do coronavírus é preciso contextualizar um fenómeno muito complexo de entender. Cheguei à conclusão, há uma década, com a Gripe A, que as elites financeiras estavam a utilizar esta pandemia para lançar o seu projeto para controlar e dominar o mundo. Nessa altura, referi-me a uma nova tática de guerra – uma guerra silenciosa que não é compreendida pela população – a que denominei por «tática da pandemia».

E essa «tática da pandemia», segundo escreve, está outra vez em curso?
Quando começaram a ser difundidas pela televisão as imagens do caos sanitário na China, compreendi que essa elite que quer dominar o mundo tinha voltado a recorrer a essa estratégia. Existe um padrão que é posto em marcha e é repetido cada vez que é anunciada uma crise. Por exemplo, na crise financeira de 2008, ou agora, a crise provocada pela pandemia de coronavírus.

Em que consiste o padrão de atuação dessas elites?
Em primeiro lugar, propagar o medo através dos meios de comunicação social. Depois, esse medo faz com que as pessoas fiquem paralisadas, bloqueadas e sem resposta perante o que as rodeia. Nesta crise, chegaram a ir mais longe: obrigaram-nos a ficar fechados em casa, como se de um sequestro se tratasse. Atentaram contra a Constituição, a liberdade de movimentos e inclusive a liberdade de propriedade de lojas e outros estabelecimentos comerciais, que foram fechados compulsivamente. O passo seguinte era óbvio: a ruína económica da classe média e dos pequenos e médios empresários. Finalmente, a compra a preço de saldo de todas essas indústrias severamente castigadas pela pandemia. Estamos a assistir a como estes fundos financeiros estão a comprar cadeias de hotéis e já chegaram inclusive à primeira liga espanhola de futebol. Os fundos de Warren Buffett, George Soros e JP Morgan estão a comprar tudo o que podem do setor do alojamento, do turismo e do ócio. O que anunciei em julho, quando o meu livro foi lançado em Espanha, está a cumprir-se do princípio ao fim.

As forças ocultas que refere pretendem empobrecer a sociedade, privar os cidadãos de direitos e tornar os Estados mais dominadores?
Sim, trata-se de uma estratégia de pressão económica e de ataque às nossas liberdades, permitindo dar mais poder a uma espécie de Estado global. Esse Estado global é o maior objetivo e propósito que está por detrás desta campanha. Já que estou a falar para um meio de comunicação social português, permita-me que lembre que ouvimos Durão Barroso realçar, há uns meses, a necessidade de uma governação mundial. Na 75.ª assembleia geral da ONU também escutámos outro português, António Guterres, dizer que «ninguém quer um governo mundial, mas necessitamos uma governança mundial.» E esta governança mundial seria gerida pela ONU – pela família da ONU, ou seja, as agências supranacionais, como a OMS ou a OMC, que atuariam como ministérios globais – e os fundos financeiros. Estes seriam os gestores desta governança mundial. E este caminho deixa à margem as democracias e os parlamentos, perante a indiferença dos cidadãos. Isto mais não é do que uma nova tirania perante os nossos olhos.

A capa do seu livro “A verdade sobre a pandemia – Quem foi? E porquê?” está ilustrada com pessoas de máscara, protegendo-se do vírus e também amordaçadas, e ao mesmo tempo algemadas. Pretende transmitir que está em curso um processo de domesticação das massas?
Essa é a parte mais interessante da planificação do que eu chamo a «plandemia». Existem dois tipos de laboratórios: o de Wuhan, na China, de onde supostamente saiu este vírus – não podemos esquecer que é aqui que se armazenam as estirpes de vírus que podem ser empregados num momento de guerra; e os laboratórios de dinâmica e engenharia social, onde se estabelecem os protocolos que vão ser impostos aos cidadãos de todo o mundo.

E que laboratórios de engenharia social são esses?
Um deles é o MIT dirigido por Alex Pentland, o guru da elite mundial, que está a trabalhar em estreita ligação com a fundação Chan Zuckerberg, a fundação Bill Gates, o Hudson Institute, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial, a ONU, etc. Em resumo, entidades dirigidas por “globocratas”, pessoas com grande poder económico e financeiro, que pretendem dominar o mundo. A CEO da fundação Chan Zuckerberg, que é neurobióloga de formação, disse que o que se pretendia com a pandemia era condensar o desenvolvimento dos próximos 500 anos em apenas um século. Um dos objetivos era que os cidadãos trocassem a liberdade pela segurança, com a aplicação de tecnologias. Associado a isto surgem as App de rastreamento de movimentos, a videovigilância, o passaporte digital, etc. E seria em função de aceitarmos obedientemente estes expedientes ou recusá-los que seriamos qualificados enquanto bons ou maus cidadãos, e castigados ou premiados em função desse comportamento. Esse é o plano.

Refere que o dinheiro e o poder estão na base da pandemia e no seu livro aponta o dedo a Zuckerberg, o dono do Facebook, e a Bill Gates, o fundador da Microsoft. Estes senhores são, por assim dizer, «os donos disto tudo»?
Os donos do mundo apresentam-se, publicamente, como grandes filantropos, mas na verdade, são os grandes responsáveis por esta crise. Porquê? Porque com o seu dinheiro compraram os meios de comunicação social, o que é básico para controlar a mensagem. Têm também a “santa inquisição” que são os “fact check”. Controlam o Twitter, o Facebook e o Instagram. E qualificam como falsidade as informações que criticam o poder.

Mas coloca em causa, sem hesitar, a generosidade de Zuckerberg e Gates?
Zuckerberg e Gates não são filantropos, são tiranos e ditadores. Não permitem a liberdade de expressão e tudo fazem para fechar a porta dos órgãos de comunicação social que controlam a cientistas de renome ou até a escritoras como eu, que sou censurada em muitas partes do mundo, mas o meu último livro já é um “best-seller” em Espanha. Os filantropos estão a chantagear-nos, permanentemente, durante esta pandemia. Basta ver como os proprietários dos órgãos de comunicação social e os acionistas das grandes farmacêuticas apresentaram a vacina como a única salvação para sair desta crise.

Com refere, as vacinas foram apresentadas ao mundo como a grande esperança para o fim da crise. Como vê esta polémica com a vacina da AstraZeneca? Admite que houve questões políticas e económicas por detrás da cortina?
As nove farmacêuticas que venderam as vacinas à União Europeia são todas financiadas pela fundação de Bill e Melinda Gates. Por isso, não há concorrência entre elas, há cooperação. O escandaloso é que os governantes da União Europeia aceitaram passivamente, sem alertar a opinião pública, os efeitos secundários conhecidos nas várias vacinas distribuídas, como por exemplo, na da Pfizer, em que são reportados casos de enfartes, encefalites, riscos para as grávidas, etc. Os governantes europeus escondem-nos estes detalhes que são muito importantes e obrigam a população a vacinar-se. Torna-se difícil entender se estes políticos estão, em primeira linha, a defender a população europeia ou se pretendem proteger, a todo o custo, os grandes fundos financeiros. Qual é a recompensa que recebem por promover as vacinas? Está em curso uma enorme corrupção e ela acontece mesmo à nossa frente.

Bill Gates antecipou a pandemia em 2015. Mas na sua tese, o fundador da Microsoft sabia o que ia acontecer antes do tempo. É assim?
A ciência preditiva está na moda, mas Bill Gates não previu nada. Ele sabe perfeitamente que a «tática da pandemia» é uma arma de guerra e um agente acelerador para implementar toda a nova tecnologia de controlo e vigilância dos cidadãos com que sempre sonhou.

Defende que os tais poderes ocultos queriam ver Donald Trump fora da Casa Branca. A «tática da pandemia» tinha como um dos objetivos fazê-lo perder as eleições?
Sim. Trump tinha uma conceção de poder diferente e, como tal, ficou pelo caminho. O ex-presidente norte-americano não pertencia a este clube de poder dos filantropos e era abertamente um feroz opositor, chegando mesmo a denunciá-los. Repare que apenas com um dos seus “tweets”, Trump fez com que a poderosa Amazon perdesse mil milhões de dólares. O dono da Amazon, Jeff Bezos, nunca lhe perdoou e prometeu vingança. E ela aconteceu nas eleições de novembro.

Especializou-se na investigação do funcionamento do Clube Bilderberg, um grupo de poderosos que anualmente se reúne, envolto em grande secretismo, numa qualquer parte do mundo. Um dos fundadores é português e chama-se Francisco Pinto Balsemão. Qual é a influência do empresário neste Clube?
Quando o Clube Bilderberg é criado, em 1954, financiado por David Rockefeller, procura recrutar membros da elite europeia e norte-americana para se juntar a este projeto que tinha e tem como objetivo criar uma nova ordem mundial. Desde muito cedo, Pinto Balsemão une-se a esta causa, tendo no seu currículo ter sido presidente do PSD, primeiro-ministro de Portugal e dono da Impresa, um dos maiores grupos de comunicação nacional, que integra o canal SIC. Ou seja, Balsemão concretiza o vínculo perfeito e necessário entre o poder político e mediático. Em 2005, deu uma entrevista ao jornal espanhol “ABC” e questionado sobre a sua ligação ao Clube Bilderberg respondeu que era uma reunião seleta com pessoas muito interessantes e muito inteligentes e que os que criticavam este projeto apenas o faziam por inveja.

Mas Durão Barroso também por lá passou e chegou onde sabemos…
Durão Barroso sempre foi aquilo a que eu chamo uma jovem promessa. Participou em várias reuniões de Bilderberg e atualmente é um dos seus principais dirigentes. Em 2004, como todos se lembram, abandonou os portugueses, demitindo-se do cargo de primeiro-ministro para assumir as funções de presidente da Comissão Europeia. Mais recentemente, após abandonar Bruxelas, foi para um dos maiores grupos financeiros mundiais, a Goldman Sachs.

Como funciona o processo de selecionar as pessoas que passam a ter lugar cativo em Bilderberg?
O comité diretivo do Clube Bilderberg é constituído por 33 elementos – a maior parte deles europeus e americanos – sendo Durão Barroso um dos integrantes. São estes que se convertem numa espécie de caça talentos e que acabam por “eleger” as pessoas que têm mais capacidades e qualidades para servir a sua causa em determinados setores, seja na política, na economia, na banca, no jornalismo, etc. Esses escolhidos acabam por participar nestas reuniões, onde lhes é apresentado um plano cativante e que acaba por entusiasmá-los.

Uma pergunta final sobre o jornalismo, no fundo, a sua área de formação. Esta pandemia tem confirmado que o jornalismo sério e independente está a perder terreno para realidades alternativas como as redes sociais?
O jornalismo é um dos grandes derrotados desta pandemia e está a ser vítima de uma grande desconfiança. Muitos cidadãos aperceberam-se que existem muitas manobras para manipular a informação e que os órgãos de comunicação social estão subjugados por muitos interesses financeiros. O poder financeiro, proprietário de muitos meios de comunicação social, tem uma ideologia que passa por utilizar os “mass media” como arma de desinformação. O que estamos a viver é a última fase da Terceira Guerra Mundial. E em qualquer guerra a primeira caraterística é a confusão. E é este papel que os grandes órgãos de comunicação social têm desenvolvido. Existem, em todo o mundo, sete conglomerados de informação que difundem uma mensagem única e um sentimento único. Não há debate. Hoje em dia, os meios de comunicação são um instrumento de guerra nas mãos do poder financeiro. Felizmente, são milhares de pessoas que, graças à pandemia, estão a procurar canais alternativos de informação, tendo em vista chegar à fonte de informação e investigar por sua conta. Um cidadão passivo pode estar a transformar-se, a pouco e pouco, num cidadão ativo. Acredito que estes pseudofilantropos, que ambicionam tomar conta do mundo, são poderosos, mas não são omnipotentes. O problema é que estão a colocar em perigo o nosso futuro e a nossa liberdade. Por isso, defendo que o conhecimento é fundamental para enfrentar os tempos atuais.

Sem querer prever o futuro, ultrapassada esta pandemia, diz-se que teremos outra, mais cedo do que tarde. O que é que diz a sua “bola de cristal”?
A “tática da pandemia” vai continuar, mas desta feita as novas protagonistas podem ser as armas biológicas. E o maior temor é que caiam nas mãos de organizações terroristas. Seria um enorme caos, ainda mais devastador do que a atual crise do coronavírus.

 

Cara da Notícia

Doutoramento a investigar o clube dos poderosos

 

Cristina Martín Jiménez nasceu em El Viso del Alcor (Sevilha), em 1974. Escritora e conferencista, doutorou-se em Comunicação e Jornalismo com uma tese dedicada ao Clube Bilderberg. Tem trabalhado e colaborado com vários órgãos de comunicação social, como os canais de televisão Telecinco e Cuatro Televisión, a revista e os jornais Público (Espanha) e El Informador. «A Verdade sobre a pandemia» é agora publicado em Portugal pela Oficina do Livro. Em Espanha, lançado que foi em julho do ano passado, já é um “best seller”, acumulando uma dezena de edições.

Nuno Dias da Silva
Direitos Reservados
 
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