O escultor e pintor Francisco Simões morreu no passado dia 16 de janeiro, aos 79 anos. O Presidente da República numa mensagem publicada na página da Presidência da República, destaca a sua defesa do “acesso democrático à arte e cultura”.
“Foi com consternação que o Presidente da República tomou conhecimento da morte de Francisco Simões, uma referência maior das artes plásticas, que nos deixa uma obra de excecional valor artístico, humano e patrimonial, em que tradição e modernidade se entrelaçam de forma harmoniosa”, pode ler-se na mensagem.
Francisco Simões é autor de diferentes obras, como a estátua "Amores de Camilo", que representa o autor Camilo Castelo Branco abraçando uma jovem nua, que retrata Ana Plácido, sua musa e amor da sua vida. É também autor da obra "Mulheres de Lisboa" e bustos de Vieira da Silva e Arpad Szenes em estações do Metro de Lisboa.
No seu percurso ilustrou também um dos mais belos livros de poesia publicados recentemente em Portugal, "Feliciter Ardet", da autoria de Gonçalo Salvado (na foto com Francisco Simões), e editado pela RVJ Editores e a antologia poética “Cem Poemas (De morrer) de Amor e uma Cantiga Partindo-se – Antologia de homenagem a João Roiz de Castelo” igualmente deste autor em colaboração com Maria João Fernandes ( RVJ Editores). Uma obra que viria a ser apresentada na Biblioteca Nacional, numa cerimónia em que marcou presença o pensador português Eduardo Lourenço.
A Câmara de Oeiras, que adquiriu esculturas representativas de grandes poetas da língua portuguesa de Francisco Simões para o Parque dos Poetas, já anunciou que vai homenagear o escultor, com a atribuição do seu nome a uma avenida do concelho.
Para Marcelo Rebelo de Sousa, Francisco Simões “projetou a arte portuguesa em diversos países, em importantes espaços públicos, em coleções institucionais e privadas, sem nunca deixar de defender o acesso democrático à arte e a cultura como direito universal”.