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Gente & livros William S. Burroughs 22-02-2021

William S. Burroughs, escritor norte-americano, é uma das figuras mais influentes da contracultura do século XX.
Ligado à prosa experimental e às experiências com alucinogénios, é um principais escritores da chamada geração “Beat” (ou “beatnik”), que nos anos 1950 inaugurou uma nova maneira de escrever. Burroughs, em particular, popularizou a técnica do “cut up”, inventada por Brion Gysin.
Nasceu em 1914, em St. Louis, Missouri, nos Estados Unidos. O seu pai foi fundador da Burroughs Adding Machine Co. e o seu avô foi inventor do mecanismo da calculadora.
Criado no seio de uma família endinheirada, Burroughs estudou em várias escolas privadas do sul e do oeste norte-americano antes de matricular-se em Harvard onde, em 1936, obtém o curso de Literatura Inglesa. Seguem-se anos de estudos de medicina em Viena, Áustria, e de antropologia em Harvard.
Na década de 1940 mudou-se para Nova Iorque, onde iniciou a sua carreira literária e tornou-se amigos de Jack Kerouac e Allen Ginsberg, entre outros escritores “beat”.
Em 1951, matou acidentalmente, com arma de fogo, a mulher com quem era casado, “ao fazer o número de um Guilherme Tell bêbado”, descreve a Quetzal, sua editora em Portugal. O episódio, segundo Burroughs, determinou a sua carreira como escritor.
Viciado em diversas drogas, e tendo chegado a traficar narcóticos (e sido preso por isso), escreveu os romances autobiográficos “Junky” (1953, publicado sob o pseudónimo William Lee), em que explora as suas experiências com a heroína, “Queer/Bicha”, escrito na primeira metade da década de 50, mas publicado apenas em 1985), sobre a homossexualidade, e “Naked Lunch/Festim Nu”, radical nas inovações estilísticas e publicado primeiramente em França, em 1959.
“As Cartas de Yage”, de 1963, incide sobre a correspondência mantida com Ginsberg enquanto Burroughs viajava pela América do Sul na busca do yage, também conhecido como ayahuasca.
Após uma temporada na Europa, Burroughs voltou para Nova York no início da década de 1970, onde passou a lecionar e conviver com intelectuais e artistas como Andy Warhol e Susan Sontag.
Na década de 1980, quando escreve a trilogia “Noite Vermelha”, era já visto como um nome incontornável da contracultura, pela sua obra e personalidade.
No final da vida, mudou-se para Lawrence, no Kansas, onde viria a morrer, em agosto de 1997.

Tiago Carvalho
Wikipédia
 
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