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Gente & livros José Eduardo Agualusa 26-04-2021

«Um dia um homem sábio morreu. No reino dos céus encontrou-se face a face com o Senhor Deus. Este perguntou-lhe:
“Tu, que és sábio e viveste inúmeros anos, diz-me o que aprendeste de realmente importante.”
Respondeu o homem sábio:
“Uma só coisa aprendi de realmente importante: a ignorar os mestres.”
O Senhor Deus olhou-o num demorado silêncio.
Depois voltou-lhe as costas e foi-se embora.
Aquele que tem ouvidos que ouça!»

In «A Educação Sentimental dos Pássaros»

José Eduardo Agualusa [Alves da Cunha] nasceu no Huambo, Angola, em 1960. Estudou Silvicultura e Agronomia em Lisboa, Portugal. Os seus livros estão traduzidos em 25 idiomas.
Entre os seus principais romances, destaque para “A Conjura” (1989), “Estação das Chuvas” (1996), “Nação Crioula” (1998), “Um Estranho em Goa” (2000), “O Ano em que Zumbi Tomou o Rio” (2002), “O Vendedor de Passados” (2004), “As Mulheres do Meu Pai” (2007), “Barroco Tropical” (2009), “Milagrário Pessoal” (2010), “Teoria Geral do Esquecimento” (2012) e “A Rainha Ginga” (2014), além vários livros de contos.
Também escreveu várias peças de teatro: “Geração W”, “Aquela Mulher”, “Chovem amores na Rua do Matador” e “A Caixa Preta”, estas duas últimas juntamente com Mia Couto.
José Eduardo Agualusa beneficiou de três bolsas de criação literária: a primeira, concedida pelo Centro Nacional de Cultura em 1997 para escrever “Nação Crioula”, a segunda em 2000, concedida pela Fundação Oriente, que lhe permitiu visitar Goa durante 3 meses e recolher elementos para escrever “Um estranho em Goa” e a terceira em 2001, concedida pela instituição alemã Deutscher Akademischer Austauschdienst. Esta bolsa permitiu a Agualusa viver um ano em Berlim, e foi lá que escreveu “O Ano em que Zumbi Tomou o Rio”.
No início de 2009 a convite da Fundação Holandesa para a Literatura, passou dois meses em Amsterdão, na Residência para Escritores, onde acabou de escrever o romance “Barroco Tropical”
Escreve crónicas para o jornal brasileiro O Globo, a revista LER e o portal Rede Angola.
Na RDP África foi realizador de “A Hora das Cigarras”, um programa de música e textos africanos.
É membro da União dos Escritores Angolanos.

 
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