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Gente & livros Hélia Correia

21-10-2021

«Lillias julgou-se em cima de um ser vivo, porque parecia haver um sentimento na forma como o chão se debatia. Aquilo que dentre dele se resolvia levava-o rugir, ferido de morte. Escancarou uma enorme goela na encosta onde Lillias havia de encontrar-se, se tivesse avançado um minuto antes. A lama negra fumegava, como o bolo de alguma monstruosa digestão. O enxofre vinha directamente arremessado do inferno.»

In «Lillias Fraser»

 

Hélia Correia é uma escritora portuguesa contemporânea. Nascida em 1949, licenciou-se em Filologia Românica e é professora de Português do Ensino Secundário.

De acordo com a Porto Editora, “apesar do seu gosto pela poesia, é como ficcionista que é reconhecida como uma das revelações da novelística portuguesa da geração de 1980, embora os seus contos, novelas ou romances estejam sempre impregnados do discurso poético”.

Estreou-se na poesia com a obra «O Separar das Águas», em 1981, e «O Número dos Vivos», em 1982.

A novela «Montedemo», encenada pelo grupo O Bando, dá à autora uma certa notoriedade.

Hélia Correia revelou, desde cedo, o gosto pelo teatro e pela Grécia clássica, o que a levou a representar em «Édipo Rei» e a escrever «Perdição», levadas à cena, em 1993, pela Comuna.

Entre as suas peças encontra-se também «Florbela», em 1991, que viria a ser encenada pelo grupo Maizum.

Destacam-se ainda na sua produção os romances «Casa Eterna» e «Soma» e, na poesia, «A Pequena Morte/Esse Eterno Conto».

Recebeu em 2002 o prémio PEN 2001, atribuído a obras de ficção, pela sua obra «Lillias Fraser».

Venceu ainda o prémio literário Correntes d’Escritas/Casino da Póvoa com o livro de poesia «A Terceira Miséria».

Foi galardoada com o Prémio Camões, em 2015.

Tiago Carvalho
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