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Barata de Castilho apresenta novo livro Amália Rodrigues e a Serra de Cristal

26-10-2021

José Barata de Castilho, professor catedrático da Universidade de Lisboa e Grande Oficial da Ordem da Instrução Pública, acaba de escrever um novo livro. “Serra Cristal Três Encantos” é uma viagem ficcionada pela serra da Gardunha, numa narrativa em que Amália Rodrigues e as suas ligações à região de Castelo Branco surgem enunciadas, com revelações importantes.
A apresentação nacional da obra decorre na próxima quarta-feira, dia 27 de outubro, na Biblioteca Municipal de Castelo Branco, pelas 18H00, sendo a entrada livre. A cerimónia contará com a presença do presidente da Câmara albicastrense, Lepoldo Rodrigues, e a obra será apresentada pela professora universitária Maria de Lurdes Barata.
“Impôs-se-me a ideia de escrever um livro sobre a vida de Amália Rodrigues, desde a pobreza na sua infância difícil, separada da mãe durante mais de nove anos (desde o ano do seu baptismo no Fundão, em 6-7-1921 e algum tempo antes), a sua inteligência, a sua vocação de cantora, até ao auge dos aplausos em pé, em várias cidades estrangeiras importantes”, começa por referir José Barata de Castilho.
O autor explica que “queria homenagear Amália Rodrigues, ao mesmo tempo que salientaria as suas raízes paternas no concelho de Castelo Branco, pouco divulgadas, porque a família do pai foi viver para o Fundão, onde casou, terra de referência quando se fala da fadista”.
Barata de Castilho recorda, na nota introdutória, que o pai de Amália Rodrigues, “nasceu na albicastrense Rua do Pina e foi baptizado na Sé de Castelo Branco em 10-6-1888 (nascera dois dias antes). O seu trisavô, José Rodrigues, casara, na igreja de Santa Maria do Castelo, nesta cidade, em 11-8-1813, vivia nesta freguesia, no lugar de Taberna Seca. O seu bisavô, Joaquim Rodrigues foi baptizado em 1827 na mesma igreja. Segundo as palavras de Amália, na Derradeira Entrevista, no Portal do Fado, «O meu pai não era do Fundão, era de Castelo Branco... É um nome mais bonito que Fundão...Fundão afunda-se logo. Era seleiro e sapateiro, mas gostava era de tocar cornetim.... O meu pai a tocar era como eu a cantar. Não tocava nada de que não gostasse muito. E fechava os olhos...» Significa isto que ela sentia grande afecto pela terra da família paterna e que se identificava com o pai na expressão artística”, explica o autor.
O professor adianta que “a ideia inicial evoluiu para outro conceito: incluiria a artista, não deixaria de ser uma homenagem, mas não seria a sua história”. Nesse sentido foi criado um enredo “à volta desta Serra, com alusões à famosa fadista, já que ela se inspirou na música popular da Beira Baixa, para criar a sua interpretação do fado, que o tornou internacional”.

 
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