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Até 2027 Erasmus+: Portugal quer triplicar o número de estudantes em mobilidade 14-04-2021

Portugal quer triplicar o números de estudantes em mobilidade ao abrigo do Erasmus+ até 2027. O anúncio foi feito hoje ao Ensino Magazine pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Na informação veiculada à nossa redação, o Ministério revela que é objetivo de Portugal "triplicar os estudantes em mobilidade até 2027, com mais e melhores acordos institucionais a nível europeu, de uma forma que reforce a evolução das últimas décadas do número de estudantes do Ensino Superior em Portugal em mobilidade". A tutela recorda que em 2000 houve menos de 2500 alunos em mobilidade, um número que subiu para cinco mil em 2014 e duplicou para 10 mil em 2019/20.

Facto que representa "o evoluir do nível atual de mobilidade, em que cerca de 10% dos estudantes que terminam o ensino superior têm uma experiência de mobilidade ERASMUS, para que esse nível em 2030 atinja cerca de 1/3 dos estudantes que terminam a formação inicial no ensino superior", diz a nota enviada ao Ensino Magazine pelo Ministério.

O programa Erasmus+ 21|27 é apresentado esta quarta-feira, dia 17 de abril, a partir das a partir das 15h30, durante uma sessão online a partir do Centro Cultural de Belém, em Lisboa. O evento contará com a intervenção do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, da Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, do Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira, do Secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, do Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Rebelo, e do Secretário de Estado Adjunto, do Trabalho e da Formação Profissional, Miguel Cabrita.

De acordo com o Governo, é ainda objetivo de Portugal "promover a efetiva inserção das instituições de Ensino Superior portuguesas, politécnicas e universitárias, públicas e privadas, em Redes Europeias de instituições de ensino superior, reforçando graus conjuntos e processos conjuntos de recrutamento de docentes e investigadores, assim como a mobilidade de docentes e investigadores e uma melhor e mais adequada articulação com atividades de investigação e inovação, assim como com empregadores europeus".

Por outro lado, pretende-se "modernizar e reestruturar completamente a atual Agência Erasmus +, de forma a evoluir para uma agência multipolar e em rede com as instituições de ensino superior e escolas secundárias e profissionais, garantindo instalar, até ao final de 2021, polos/delegações em todas as instituições de ensino superior e em muitas escolas secundárias e profissionais".

Uma reorganização que pressupõe "a criação de uma rede de mecenas, privados e públicos, com influência na gestão e governança da agência, designadamente ao nível de um “Conselho Superior de Estratégia ERASMUS“; e a implementação do “Observatório ERASMUS”, através de um processo permanente de avaliação, monitorização, reporte e discussão pública dos dados nacionais e europeus".

O novo Programa Erasmus+ 2021|27 conta com um orçamento de mais de 26 mil milhões de euros, complementado com cerca de 2200 milhões de euros provenientes dos instrumentos externos à União Europeia.

Este novo programa conta com um reforço significativo de financiamento (o anterior teve uma dotação de 14700 milhões de euros) e "pretende ser mais inclusivo, digital e sustentável".

Para além de apoiar projetos de mobilidade para fins de aprendizagem e de cooperação dentro e fora da União Europeia, o Erasmus+ 21|27 capacitará projetos centrados na inclusão e nas transições ecológica e digital, como previsto no Espaço Europeu da Educação, no Pacto Ecológico Europeu e no Plano de Ação para a Educação Digital, e projetos impulsionadores da resiliência dos sistemas de educação e formação face à pandemia.

 
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