A Associação Académica de Coimbra (AAC) acaba de lançar um movimento intitulado “Isto é Gozar com Quem Estuda”, que pretende “responder aos sucessivos problemas gerados única e exclusivamente pelo Ministério da Educação”, vincou a estrutura associativa em comunicado.
Na nota enviada à agência Lusa, a direção-geral da AAC sustentou que os problemas em causa decorrem das revisões do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) e do Regulamento de Atribuição de Bolsas de Estudo a Estudantes do Ensino Superior (RABEEES) e “do caos instalado em torno dos exames nacionais”.
“Não permaneceremos em silêncio. Uma vez mais, queremos tomar as rédeas do nosso futuro”, argumentou a associação, que representa os estudantes universitários de Coimbra, sem, no entanto, esclarecer quais as premissas, conteúdos ou iniciativas programadas do anunciado movimento e quem o integra.
A nota apenas refere que a Associação Académica de Coimbra, durante os próximos dias, “tomará uma série de posicionamentos políticos, sensibilizando, alertando e agindo em resposta direta às decisões da tutela, em nome de todos os jovens e estudantes portugueses”.
“Milhares de estudantes do ensino secundário têm o futuro preso por um fio, sem luz ao fundo do túnel. Outros milhares, já no ensino superior, [estão] em risco flagrante de receber as bolsas de estudo no final do próximo ano letivo. São vários os desafios que o Governo teima em perpetuar ou criar. O tempo escasseia e clama por ação”, adianta o texto do comunicado.
A Lusa tentou ouvir o presidente da direção-geral da AAC, José Machado, sobre o movimento “Isto é Gozar com Quem Estuda”, mas os contactos resultaram infrutíferos.
Na nota, a AAC argumenta que o ensino secundário e superior português “está em crise” e que a Educação em Portugal se encontra “num ponto decisivo”.
“A insistência do Governo em forçar a execução de reformas estruturais no modelo de ensino sem a devida coordenação e interoperabilidade, aliada a um conhecimento insuficiente da realidade, culminou num conjunto de decisões profundamente prejudiciais à génese da educação, o estudante”, advogou.