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Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXV

Primeira coluna Universidades europeias, o caminho para o futuro

01-08-2022

A Comissão Europeia acaba de divulgar a lista de alianças de instituições de ensino superior do espaço europeu que se constituíram como Universidades Europeias. Espaços de conhecimento, de formação, investigação, mas também de oportunidades de partilha e de inovação que, no seu conjunto, vão capacitar-se a si e à Europa para os desafios exigentes que o mundo tem pela frente.

Esta dimensão, ampla e abrangente, corporativa, permitirá trilhar um caminho decisivo na afirmação das instituições de ensino superior no espaço europeu. Mesmo em tempo de Covid-19, com a pandemia a suspender muitas atividades, o balanço das primeiras universidades europeias em que estão envolvidas instituições de ensino superior portuguesas resulta positivo e nalguns casos permitiu alargar alianças já existentes a outras universidades e politécnicos.

A lista de novas universidades europeias, que se juntam às já criadas e em funcionamento, demonstram a capacidade e a visão com que diferentes instituições de ensino superior portuguesas olham para o futuro, criando universidades com congéneres europeias de caraterísticas semelhantes, ou não, apostando em áreas importantes como a sustentabilidade, entre outras.

Os números da Comissão Europeia revelam a aposta clara que está a ser feita: “Com um orçamento de 272 milhões de euros, ao abrigo do programa Erasmus+, as 16 Universidades Europeias já existentes continuarão a beneficiar de apoio e quatro novas alianças poderão iniciar a sua cooperação. Juntamente com as 24 alianças selecionadas em 2020, 44 Universidades Europeias, no total, reúnem atualmente 340 instituições de ensino superior situadas em capitais e regiões remotas de 31 países”, explica a própria Comissão.

Tendo como objetivo a cooperação nas áreas da educação, investigação e inovação em benefício dos estudantes, dos professores e da sociedade, estas alianças devem “assentar numa estratégia comum de longo prazo, que visa a sustentabilidade, a excelência e os valores europeus”; e “oferecer programas curriculares conjuntos, centrados nos estudantes e ministrados em campus interuniversitários, que permitirão a um corpo estudantil diversificado criar os seus próprios programas e ter uma experiência de mobilidade em qualquer nível de estudo”.

Uma verdadeira universidade europeia deve também “adotar uma abordagem baseada em desafios que seja propícia à cooperação entre estudantes, pessoal académico e parceiros externos no âmbito de equipas pluridisciplinares, com vista a responder às grandes questões que a Europa enfrenta atualmente”.

É este o caminho que está a ser trilhado no espaço europeu onde é desejável que futuramente mais instituições de ensino superior portuguesas possam, com congéneres europeias, criar ou participar em novas alianças. Estou certo que todas estarão atentas e irão dar corpo a este desafio. Estas serão as universidades do futuro e não é desejável que ninguém fique de fora.

João Carrega
carrega@rvj.pt
 
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