Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pelo nosso website. Ao navegar com os cookies ativos consente a sua utilização.

Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXVI

PISA - Programa Internacional de Avaliação de Alunos Alunos portugueses são dos mais felizes

12-12-2023

Embora um em cada dez alunos portugueses se sinta sozinho na escola, a grande maioria diz fazer amigos com facilidade, revela um estudo internacional que mostra que os portugueses são mais felizes do que a média da OCDE.
Este é um dos resultados do relatório do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) de 2022, no qual participaram cerca de 690 mil alunos de 15 anos de 81 países e economias, entre os quais quase sete mil jovens de 224 escolas portuguesas.
Além das provas de Matemática, Leitura e Ciências, em que os alunos tiveram piores desempenhos do que os colegas que as realizaram em 2018, os investigadores do PISA quiseram também saber como era a vida destes jovens nas escolas.
Em 2022, 76% dos estudantes portugueses disseram que faziam amigos com facilidade na escola, mantendo-se em linha com a média da OCDE (76%), mas foram muito mais os portugueses que disseram ter um sentimento de pertença à comunidade escolar (82% portugueses contra 75% na OCDE).
Por outro lado, um em cada dez alunos de 15 anos em Portugal revelou que se sentia sozinho e outros 11% admitiram que eram postos de lado, revela o estudo da OCDE agora divulgado.
Apesar de os números revelarem uma realidade preocupante, ficam muito abaixo da média das escolas da OCDE: 16% dos jovens de 15 anos sentem-se sozinhos e 17% dizem que são deixados à parte.
A situação em Portugal é muito semelhante à vivida em 2018, quando se realizou o anterior inquérito do PISA, ao contrário da tendência na OCDE, que mostra que há cada vez menos jovens felizes com a sua vida.
Em 2022, 12% dos estudantes portugueses disse estar insatisfeito com a sua vida, ou seja, numa escala de 0 a 10, situavam-se entre o zero e o 4.
Em 2018, a percentagem de jovens portugueses insatisfeitos era exatamente igual (12%). Já entre todos os estudantes da OCDE, a percentagem tem vindo sempre a aumentar, de 11% em 2015 para 16% em 2018 e para 18% em 2022.
Já no que toca a insegurança, 5% dos alunos das escolas portuguesas disse não se sentir seguro no caminho para a escola (a média da OCDE é de 8%) e 4% relataram mesmo sentirem inseguros dentro das salas de aula da escola (a média da OCDE é de 7%).
Outros 5% relataram sentimentos de insegurança noutros locais da escola (a média da OCDE é de 10%).
Em Portugal, cerca de 15% das meninas de 15 anos e 13% dos rapazes da mesma idade relataram ter sido vítimas de atos de ‘bullying’ pelo menos algumas vezes por mês, valores que ficam ligeiramente abaixo da média dos países da OCDE (20% das meninas e 21% dos meninos).
Em média, nos países da OCDE, diminuíram os estudantes expostos ao ‘bullying’ entre 2018 e 2022: Apenas 7% dos estudantes relataram que outros estudantes espalharam rumores desagradáveis sobre eles em 2022, em comparação com 11% em 2018.
Também em Portugal, este tipo de agressões baixou de 7% em 2018 para 6% em 2022.

Lusa
Freepik
Voltar