Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pelo nosso website. Ao navegar com os cookies ativos consente a sua utilização.

Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXIII

Atualidade Telma Monteiro e a inovação que a Covid exigiu 22-06-2021

Telma Monteiro, a judoca portuguesa com mais títulos internacionais, considera que a Covid-19 reforçou a necessidade do desporto se inovar. Com a pandemia tudo mudou, dos treinos aos torneios, nada mais foi igual.

A judoca portuguesa Telma Monteiro considera que a pandemia de covid-19 veio “reforçar a necessidade” de inovação no desporto, da interação por Internet a desenvolvimentos no treino e a torneios que são “um espetáculo maior”.
“Acho que a tecnologia permite-nos monitorizar melhor o treino, a conhecer melhor como está o atleta. Dá ferramentas ao treinador para planear os treinos. Tem impacto também na forma como as competições são organizadas, tornando-as num espetáculo maior”, explicou à Lusa.
A judoca falava em Lisboa à margem do seminário em inovação no desporto promovido pela Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, na qual foi oradora num dos sete painéis.
Telma Monteiro, de 35 anos, refletiu sobre a perspetiva de uma atleta de alta competição em relação à forma como a inovação está a alterar a maneira como o desporto é jogado, visto e organizado.
Segundo a atleta, medalha de bronze no Rio2016, a inovação “tem influência na preparação” porque afeta o próprio calendário, uma vez que com mais torneios e mais provas, bem como estágios de preparação, a exigência aumenta.
“A covid-19 veio reforçar essas necessidades [de inovação]. Muitas pessoas treinavam por videochamada, e essa tecnologia permitiu algum contacto e sanidade mental. Se tivéssemos [este problema] há 15 anos atrás, as coisas tinham sido muito mais complicadas”, recorda.
A pandemia, de resto, retirou a possibilidade das habituais viagens para estágios internacionais, onde os atletas encontravam “os principais adversários e podiam evoluir juntos”, mas “com melhores condições criadas pela inovação”, esse aspeto “agora mais vincado vai ser colmatado”.
O impacto “habitualmente pelo lado positivo” da inovação nota-se não só na tecnologia, diz, mas também em melhores condições ao nível dos materiais ou da monitorização do treino, o que leva a “melhorias de performance”.
Definida como uma das “prioridades” da presidência portuguesa na área, a inovação no desporto faz parte do Plano de Trabalho da UE para o período 2021-2024 e o objetivo do seminário passou por “prolongar a discussão e lançar as bases para uma maior reflexão e ação sobre o tema”.
Ao juntar os vários componentes do setor, pretende-se discutir “experiências, visões, projetos e políticas” e partilhar conhecimento e boas práticas.

LUSA
Carlos Alberto Matos - FPJudo
 
Voltar