Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pelo nosso website. Ao navegar com os cookies ativos consente a sua utilização.

Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXVIII

Universidade Politécnica Curso de emergência pré-hospitalar avança na Escola Superior de Saúde de Lisboa

10-08-2026

A Escola Superior de Saúde de Lisboa (ESSL) da Universidade Politécnica de Lisboa, vai abrir no ano letivo de 2027/2028, o primeiro curso de ensino superior em Portugal para Emergência Pré-Hospitalar.
O novo Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP) na área da Emergência Pré-Hospitalar é fruto de um protocolo entre a ESSL, o INEM e a APEPH.
“À semelhança daquilo que acontece com os médicos e com os enfermeiros, a expectativa é que possamos contratar profissionais já devidamente encartados, incluídos numa profissão, através de um regulamento de exercício profissional”, disse Luís Mendes Cabral.
Para o responsável, este curso comprova a intenção do conselho diretivo do INEM de continuidade e afirmação da profissão de técnicos de emergência pré-hospitalar.
“Nós estamos efetivamente a dar passos que não foram dados nos últimos anos, a dar passos mais concretos daqueles que foram dados nos últimos anos”, disse.
A opinião é partilhada pelo presidente da APEPH, que vê o modelo atual, antes deste novo curso, como “uma casa começada pelo telhado” e critica o facto de esta ser “a única profissão em que contratavam pessoas e formavam as pessoas”.
“Não faz sentido. Em todas as profissões contratam-se pessoas já formadas. Isto criou a situação atual de carência de técnicos. Não podemos ter uma carreira fechada unicamente no INEM”, vincou.
Para Nelson Batista, “não é só este CTeSP que vai fazer a diferença”, mas sim a revisão da formação nesta área que a criação do curso está a desencadear.
“Temos de estar a par dos ‘standards’ internacionais. Há dois ou três níveis, sendo o nível mais avançado aquilo que as pessoas dizem paramédico. Estamos a trabalhar na reformulação de todo este sistema. Portugal está com 30 anos de atraso. Todos evoluíram e nós estagnámos. Houve uma filosofia de estagnação, principalmente nos últimos 20, que não permitiu o desenvolvimento desta atividade”, criticou.
Luís Mendes Cabral também considera que fazer desta uma profissão com formação de ensino superior “é a forma mais correta e mais direta de atingir os objetivos do país”.
Nelson Batista confessou à Lusa outra ambição: “Já temos contactos de outros sítios com interesse. A ideia não é ter um CTeSP fechado em Lisboa. É bom que se entenda. A ideia é que os politécnicos que tenham escolas de saúde implementem o curso para que possamos dar uma resposta nacional”, referiu.
Será um curso de formação superior de nível 5 do Quadro Nacional de Qualificações que deverá ter a duração de dois anos (quatro semestres) com formação geral e científica, técnica, prática e um estágio em contexto de trabalho, não conferindo grau académico, mas com acesso a licenciaturas.

Lusa
Voltar