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Universidade UCoimbra: Vasos linfáticos reparam tecido ósseo

04-09-2026

Cientistas do Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento (MIA-Portugal) da Universidade de Coimbra acabam de conclui que os vasos linfáticos são parte funcional e estrutural do tecido ósseo de humanos e roedores, exercendo uma ação biológica direta na regulação da massa óssea e nos mecanismos celulares de reparação esquelética.

O estudo internacional, cofinanciado pela Comissão Europeia, encerra uma longa controvérsia médica sobre a presença e funcionalidade do sistema linfático no interior da matriz óssea, abrindo caminhos clínicos inovadores para o tratamento do envelhecimento ósseo, osteoporose e fraturas de difícil consolidação.

A líder da investigação no MIA-Portugal, Anjali Kusumbe, sintetiza as conclusões sublinhando que “a nossa investigação fornece evidências sólidas de que os vasos linfáticos são parte integrante do tecido ósseo e importantes reguladores da biologia esquelética, ao promoverem a manutenção de massa óssea e a reparação do osso”.

A investigadora explica ainda que “esta descoberta poderá abrir caminho a novos tratamentos inovadores que tirem partido tanto do sistema linfático como do sistema vascular sanguíneo para acelerar a consolidação de fraturas, reduzir a inflamação óssea crónica e promover um envelhecimento mais saudável do esqueleto”, advertindo para a necessidade de reformular os modelos vigentes de vasculatura óssea.

O desenho experimental combinou transcriptómica espacial, sequenciação de ARN de célula única e imagiologia de alta resolução para cartografar detalhadamente o comportamento dos canais linfáticos perante perdas tecidulares. O artigo, intitulado ‘Multimodal evidence for bone lymphatics in skeletal health and repair’, foi publicado na revista Cell, fornecendo um novo enquadramento para intervenções terapêuticas na saúde musculoesquelética de populações idosas.

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