As universidades dos Açores, Algarve, Aveiro, Beira Interior, Évora, Madeira, Minho, Porto e Trás-os-Montes e Alto Douro criaram o Consórcio de Escolas de Ciências (CEC). Esta parceria pretende reforçar a cooperação na educação, formação, investigação, inovação e comunicação nas ciências exatas e naturais.
A rede, que reúne escolas e faculdades de ciências das 10 universidades, foi formalizada na semana passada, em Braga, na presença do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, mas só agora foi divulgada em comunicado pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), uma das instituições fundadoras.
Durante os dois primeiros anos, o CEC funcionará na Escola de Ciências da Universidade do Minho, em Braga.
A FCUL refere que, além do desenvolvimento de projetos conjuntos, a rede "pretende incentivar a partilha de boas práticas, a cooperação científica e pedagógica entre as instituições e, em última instância, a promoção das ciências junto dos mais jovens, contribuindo para estimular vocações científicas".
Para a Universidade da Madeira, a sua integração no consórcio "reforça o seu compromisso com a excelência científica, a cooperação interinstitucional e a internacionalização da investigação, permitindo ampliar oportunidades de colaboração entre investigadores, docentes e estudantes das diferentes regiões do país", diz em nota enviada à nossa redação, aquela academia.
Ao Ensino Magazine, a Universidade de Évora, através do diretor da sua Escola de Ciências Sociais, Fernando Carapau, refere que este Consórcio afirma uma visão de futuro: a de um país que reconhece nas Ciências Exatas e Naturais uma infraestrutura estratégica; que valoriza a ciência fundamental e a ciência aplicada; que entende a literacia científica como condição de cidadania; e que sabe que nenhuma região deve ficar à margem da criação de conhecimento”.
“Num tempo em que a Sociedade é chamada a responder a desafios de extraordinária complexidade - da transição climática à inteligência artificial, da saúde pública à gestão dos recursos naturais, da energia à coesão territorial - a excelência no ensino, na investigação e na inovação deixou de ser apenas uma ambição académica. É uma responsabilidade pública. Formar melhor, investigar com profundidade e coerência, transferir conhecimento com inteligência e comunicar ciência com clareza são, hoje, formas concretas de servir a economia, as instituições e os cidadãos”, reforçou.
A Universidade da Beira Interior (UBI) foi outra das academias que, ao Ensino Magazine, justificou a sua presença no Consórcio. Hélder Vilarinho, presidente da Faculdade de Ciências da UBI, revela, em nota, que a integração da UBI no CEC representa uma oportunidade importante para reforçar a cooperação nacional entre instituições que partilham responsabilidades no ensino, na investigação e na promoção das Ciências Exatas e Naturais”. Para a Faculdade de Ciências da UBI, “esta participação é também uma forma de contribuir ativamente para a valorização da ciência fundamental, para a promoção de vocações científicas entre os jovens e para a afirmação destas áreas como essenciais ao desenvolvimento do país, assumindo igualmente a responsabilidade de participar, de forma qualificada, na reflexão e na definição das políticas nacionais de ciência”.