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Politécnico IPG: Joaquim Brigas quer melhor gestão dos recursos da saúde

15-07-2026

O presidente do Politécnico da Guarda, Joaquim Brigas, considera que o país deve gerir melhor os recursos que o Estado canaliza para Saúde. Aquele responsável falava na abertura da conferência “Caminhos de Consenso e Compromisso para a Saúde em Portugal” que o Conselho Nacional de Saúde promoveu, a 1 de julho, nas instalações do IPG.

“É seguramente possível alcançar resultados mais expressivos no campo dos cuidados de saúde, e mais bem distribuídos pelo território nacional, do que aqueles que têm sido alcançados até hoje”, disse, citado em nota enviada à Ensino Magazine.

Na sua perspetiva, todos os agentes do setor devem “adotar uma atitude de maior abertura, de maior colaboração e de serviço”, superando o “rasto de corporativismo, de indisponibilidade para o consenso e para o compromisso, que impediram o país de – 50 anos depois do 25 de Abril, da liberdade e da democracia – apresentar hoje melhores resultados”.

É, no seu entender, este “último obstáculo mental”, que “o país precisa de romper para dar um salto qualitativo no seu desenvolvimento social e económico”.

O presidente do Politécnico da Guarda falava durante um debate que já passou pelas cidades de Faro, Santarém e Vila Real, e que irá ter lugar ainda em Lisboa, Portalegre, Funchal e Angra do Heroísmo, integrado no processo de consulta pública promovido pelo Conselho Nacional de Saúde para discutir propostas de reforma estrutural do sistema de saúde.

Na sua intervenção, Joaquim Brigas elogiou o modelo participativo adotado pelo Conselho Nacional de Saúde, sublinhando que o debate “reúne especialistas, profissionais de saúde, investigadores, autarcas, responsáveis regionais e cidadãos”, e defendendo que “esta é uma prática que deve ser progressivamente adotada por todos os setores da sociedade e da economia”.

Citado na mesma nota, Joaquim Brigas defendeu um maior envolvimento dos municípios e das instituições de ensino superior na organização dos cuidados de saúde, sobretudo nos territórios do interior. Referiu que as autarquias podem desempenhar um papel mais ativo na fixação de profissionais de saúde, nomeadamente através da disponibilização de “casas de função”, e considerou que as instituições de ensino superior devem reforçar a colaboração com os serviços de saúde e com as comunidades onde se inserem.

Na sua intervenção, destacou ainda a importância do acesso universal aos cuidados de saúde como um dos pilares do Estado Social, defendendo que a qualidade dos mesmos constitui um fator determinante para o desenvolvimento dos territórios, da qualidade de vida e da coesão social. Segundo Joaquim Brigas “As transformações sociais que, quer o Serviço Nacional de Saúde, quer o ensino superior, produziram em Portugal nos últimos 50 anos são, a todos os títulos, notáveis”.

Víctor Ramos, presidente do Conselho Nacional de Saúde, encerrou a abertura da conferência, em que intervieram ainda a presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Guarda, Rita Figueiredo, o vice-presidente da CCDR Centro, Licínio Carvalho, o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa e o presidente da CIM Beiras e Serra da Estrela, Carlos Condesso.

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