Luís Farinha toma posse como presidente do Politécnico de Castelo Branco, no próximo dia 7 de julho, pelas 15h00, no auditório da Escola Superior Agrária de Castelo Branco. A tomada de posse decorrerá durante uma reunião extraordinária e pública do Conselho Geral da instituição.
Depois de ter vencido as eleições no seio do Conselho Geral, Luís Farinha, realizadas no passado dia 11 de junho, Luís Farinha vai também dar posse aos seus vice-presidentes e ao novo administrador.
No seu programa, Luís Farinha sublinha a ideia de que "a revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) abre ao ensino superior politécnico uma nova etapa de afirmação, o meu Programa de Ação assume o próximo mandato (2026– 2030) como um ciclo decisivo de liderança, preparação e valorização estratégica do IPCB. A partir da Beira Baixa, o Instituto Politécnico de Castelo Branco deve transformar esta oportunidade num compromisso coletivo com o território: mobilizar talento, consolidar qualidade, reforçar a investigação aplicada, aprofundar a ligação à comunidade e preparar, com ambição, prudência e responsabilidade pública, a afirmação da Universidade Politécnica de Castelo Branco como universidade de referência do interior do país".
Luís Farinha diz querer "uma instituição capaz de produzir ciência orientada para problemas reais, oferecer formação ligada a carreiras e às necessidades emergentes da sociedade, desenvolver projetos com impacto concreto na vida das pessoas e valorizar uma cultura de saber fazer, transferência de conhecimento, inovação aplicada e compromisso efetivo com o território. Este posicionamento exige análise rigorosa, planeamento, foco, prioridades claras e monitorização estratégica, quer para o estabelecimento de consórcios regionais, nacionais e internacionais, quer para o desenvolvimento de doutoramentos de base aplicada, articulados com desafios concretos do território e com redes científicas e tecnológicas de excelência".
O presidente eleito, anunciou também as suas orientações estratégicas, as quais passam por "planear a mudança; olhar o futuro com métricas e prazos; definir prioridades; avaliar opções; e envolver estudantes, docentes, pessoal técnico, especialista e de gestão, alumni e parceiros. Importa ligar estratégia e estrutura, ajustar o rumo quando necessário, garantir alinhamento cultural e preparar as pessoas para a mudança com liderança clara, comunicação interna robusta e desenvolvimento de competências. É igualmente essencial superar resistências com base na evidência e no diálogo, mobilizar equipas em torno de objetivos partilhados e promover uma cultura de gestão do conhecimento".
Luís Farinha tem sete pilares estratégicos, operacionalizáveis, que se reforçam entre si, e que quer implementar, os quais passam pela "Inovação Pedagógica e Excelência Académica; Investigação, Inovação, Criação de Valor para a Comunidade; Capacidade de Internacionalização e Sinergias Internacionais; Melhoria dos Processos Internos e Serviços de Apoio; Envolvimento e Valorização das Pessoas; Melhoria de Espaços e Infraestruturas; Promoção da Notoriedade e Melhoria da Comunicação Institucional".
O presidente eleito sucede no cargo a António Fernandes, que se encontra a concluir o segundo e último mandato à frente da instituição.
O novo mandato terá a duração de quatro anos, estendendo-se até 2030.
O processo segue agora para homologação pela tutela, sendo que a tomada de posse do novo presidente do IPCB terá lugar em data a anunciar.
O IPCB é uma instituição pública de ensino superior com mais de quatro décadas de atividade, integrando seis escolas superiores e assumindo um papel relevante na formação, investigação e desenvolvimento da região e do país.
Luís Farinha é professor coordenador com agregação. Docente na Escola Superior de Gestão, onde coordena a Unidade Técnico-Científica em Ciências Empresariais e de Coordenador do Mestrado em Gestão de Empresas, está no IPCB desde 2018 e entre 2021 e 2024 foi vice-presidente da instituição.