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Politécnico Futura escola em Sines do Politécnico de Setúbal abre portas à internacionalização

26-06-2026

O presidente da comissão instaladora da escola superior que vai ser criada em Sines pelo Politécnico de Setúbal (IPS), João Pires, realçou ser uma aposta do território e uma porta aberta à internacionalização.

Aquele responsável falava na sessão de tomada de posse da Comissão Instaladora da Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais, que decorreu, no dia 23 de junho, no Centro de Artes de Sines, no âmbito do 1.º Fórum IPS Território Sustentável. 

“Este não é um projeto exclusivo do IPS. É uma aposta da região sediada no Município de Sines, mas, sendo um projeto regional, é também uma porta aberta para a internacionalização”, afirmou.

No entender do responsável, a futura escola irá reforçar “a imagem de Sines e do Alentejo Litoral como região de investimento”.

Além de João Pires na presidência, a comissão instaladora integra também João Nabais e Olga Costa como vogais.

A estrutura, disse, “reúne experiência acumulada na gestão de escolas do IPS, na coordenação de cursos e projetos”, bem como na “colaboração com organizações e iniciativas em diferentes contextos profissionais e institucionais”. 

Em declarações à agência Lusa, João Pires explicou que a comissão vai trabalhar, num período máximo de cinco anos, na instalação da nova escola e na definição das áreas de formação, em articulação com “a comunidade e com o tecido económico e social da região”.

Só assim, continuou, será possível “perspetivar exatamente quais são as ofertas formativas que serão necessárias para o desenvolvimento da região”. 

No entanto, segundo o responsável, no ano letivo de 2026/2027, a instituição deverá “avançar com uma pós-graduação ligada à gestão portuária” e com “um conjunto de microcredenciais” orientado para a “reconversão profissional e para a formação ao longo da vida”.

“A partir daí, a comissão deverá trabalhar na acreditação de licenciatura, mestrado, bem como de cursos técnicos superiores profissionais”, explicou.

Já a presidente do IPS, Ângela Lemos, classificou a criação da nova escola como “uma grande conquista” para a instituição, para a região e para o país.

“É trazer o ensino superior para uma região que não tinha ensino superior”, afirmou, defendendo que esta presença permitirá às populações “manterem-se cá, reter talento e também trazer talento de fora”. 

Na sua intervenção, a presidente do IPS, Ângela Lemos, afirmou que esta tomada de posse representa "um passo decisivo" na concretização de um projeto cuja preparação começou em 2021, com o objetivo de dotar o Alentejo Litoral de uma oferta estruturada de Ensino Superior público.

"Queremos uma escola politécnica no sentido mais nobre do termo: próxima, aplicada, orientada para a resolução de problemas concretos, construída em articulação com os parceiros e comprometida com o desenvolvimento económico, social e ambiental da região", afirmou.

Com uma oferta formativa que abrangerá microcredenciais, cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP), licenciaturas, pós-graduações, mestrados e, futuramente, programas de doutoramento, a nova escola pretende responder às necessidades de qualificação de um território em rápida transformação industrial, energética e tecnológica. Entre os seus objetivos, prosseguiu, estão “a requalificação de trabalhadores, atração de jovens para a região e fixação de talento”.

A iniciativa incluiu ainda a conferência "Conhecimento que transforma – o Ensino Superior como motor do desenvolvimento regional", proferida por Pedro Dominguinhos, presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e antigo presidente do IPS, que abordou o contributo da academia para a inovação, qualificação e competitividade dos territórios. Uma presença e intervenção “particularmente simbólicas”, sinalizou a Ângela Lemos, lembrando que foi durante o mandato de Pedro Dominguinhos que “este projeto começou a afirmar-se como uma resposta necessária para o território, ganhando solidez institucional”.

Seguiu-se o debate "Território em ação – parcerias para um futuro sustentável", com a participação de João Pires, presidente da Comissão Instaladora da ESSITD, Pedro do Ó Ramos, presidente dos Portos de Sines e Algarve, Cristina Cachola, diretora da Refinaria de Sines da Galp, Carla Calisto, chief people officer da Start Campus, e Jorge Pisco, presidente da Confederação das Micro, Pequenas e Médias Empresas, com moderação de Raul Tavares, diretor do jornal “Semmais”.

O encerramento esteve a cargo de Álvaro Beijinha, presidente da Câmara Municipal de Sines, que classificou este investimento como "absolutamente decisivo para o futuro do território onde estão instaladas as mais importantes infraestruturas críticas do país". E que defendeu, por isso, “uma responsabilidade largamente partilhada entre autarquias, Governo e também as empresas aqui instaladas” para assegurar o sucesso deste projeto estratégico.

EM com Lusa
IPS
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