O presidente do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), Carlos Rabadão, disse que a criação da Universidade de Leiria e do Oeste, aprovada no passado dia 21 de maio em Conselho de Ministros, é um “investimento estratégico no futuro coletivo”.
“A criação da Universidade de Leiria e Oeste é um sinal de confiança no potencial deste território e na capacidade das suas pessoas. É um investimento estratégico no futuro coletivo, porque quando Leiria e Oeste crescem, Portugal cresce também”, afirmou Carlos Rabadão, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, em Leiria.
Na sessão solene sobre a futura universidade que se seguiu à reunião do Conselho de Ministros, no dia 21 de maio descentralizado em Pombal, presidida pelo primeiro-ministro, o responsável do IPL declarou que a criação da universidade “representa o reconhecimento de um percurso construído ao longo de mais de 45 anos com trabalho, visão, capacidade de inovação e uma ligação profunda ao território, às empresas e às pessoas”.
“O Instituto Politécnico de Leiria encara este momento como a continuidade natural de um percurso de afirmação institucional, agora projetado para um novo patamar de responsabilidade e de impacto”, prosseguiu.
Segundo Carlos Rabadão, a futura universidade nasce “da maturidade de uma instituição que soube crescer com o território e para o território, e que agora se projeta para uma dimensão mais ampla, mais exigente e mais transformadora”.
O presidente do IPL sublinhou ainda que a universidade tem a “ambição de ser um verdadeiro motor de conhecimento, inovação e desenvolvimento sustentável”.
Por outro lado, garantiu que vai distinguir-se na “sua natureza híbrida e integrada, que valoriza o legado do ensino superior politécnico, nomeadamente a sua forte orientação aplicada e a proximidade ao tecido empresarial, e o articula com ambição universitária reforçada, orientada para a produção de ciência de maior complexidade e para a afirmação internacional”.
Assegurou também que a futura instituição não quer “ser apenas mais uma universidade”, mas uma universidade diferente, “profundamente ligada ao território, mas simultaneamente aberta ao mundo”, capaz de “integrar ciência, tecnologia, criatividade, cultura e humanismo”.
Este responsável esclareceu que a universidade “será construída sobre um modelo inovador, capaz de integrar o melhor da tradição universitária com a forte componente aplicada e de proximidade que sempre caracterizou” o IPL.
Nesse sentido, frisou que a futura universidade vai continuar próxima das empresas, atenta às necessidades emergentes do território e focada na empregabilidade dos alunos.
“Mas acrescentaremos uma nova escala científica, uma maior capacidade de investigação, uma oferta doutoral robusta e uma ambição internacional reforçada”, prometeu.
O presidente do IPL realçou que, na futura universidade, “de nova geração”, assume “particular relevância o seu modelo territorial e organizacional, assente numa lógica ‘multicampi’ e em comunidades de inovação”.
O Politécnico de Leiria, que iniciou a sua atividade em 1980, tem cinco escolas superiores (três em Leiria, uma nas Caldas da Rainha e outra em Peniche).
Carlos Rabadão esclareceu que o Campus de Leiria vai reforçar áreas estratégicas ligadas à transformação industrial, inteligência artificial, tecnologias emergentes, ciências sociais e inovação em saúde, enquanto o de Caldas da Rainha vai ter uma vocação internacional nas áreas da criatividade, design, media e indústrias culturais.
Já no Campus de Peniche pretende-se consolidar a sua afirmação na economia azul, sustentabilidade marítima, tecnologias oceânicas e turismo sustentável.
“Mas esta universidade será, acima de tudo, uma universidade feita em rede, construída em colaboração permanente com todos os municípios, empresas, instituições públicas, parceiros internacionais e sociedade civil”, afiançou o presidente do IPL.