Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, o registo e a recolha de dados estatísticos.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pelo nosso website. Ao navegar com os cookies ativos consente a sua utilização.

Diretor Fundador: João Ruivo Diretor: João Carrega Ano: XXVIII

December 10, boys band britânica A banda que nasceu de uma série da Netflix

13-07-2026

Momentos antes da entrada em palco no concerto em Lisboa, a 5 de julho, o “Ensino Magazine” entrevistou, em exclusivo, a boys band britânica “December 10”, que surgiu a partir de uma série de televisão, pela mão do produtor Simon Cowell. Nicolas Alves, um dos membros integrantes, tem raízes em Portugal e ganhou um concurso de talentos em 2022.

Como está a correr a digressão europeia «The Next Step», que hoje passa por Lisboa?

JOHN – Até agora tem corrido tudo impecavelmente e estamos a desfrutar cada momento, em particular pela nossa passagem por países da Europa em que nunca tínhamos estado. Por isso, acordar todas as manhãs com os meus amigos e conhecer fãs destes países é das melhores sensações que já tive. Aqui em Portugal, a terra do Nicolas, passámos a manhã de hoje com a família dele, o que foi fantástico. É a nossa primeira vez aqui e já estamos ansiosos por regressar.

O Nicolas já tinha uma ligação forte a Portugal antes de entrar na banda. O que significa para vocês fazer um dos primeiros concertos precisamente em Lisboa?

SEAN – É muito especial atuar na cidade natal do Nicolas. Como já dissemos, até fomos a casa dele e, só por essa experiência, percebemos que Portugal tem uma cultura muito rica, seja através da comida, das bebidas e de outras tradições. Gostava muito de passar mais tempo aqui. Aliás, depois desta digressão vou voltar a Portugal para passar uma semana de férias e poder conhecer melhor o vosso país. E, sem dúvida, Lisboa é uma cidade à qual vamos querer regressar.

Depois de fazerem a digressão no Reino Unido, vão ao Japão em agosto…

NICOLAS – É verdade. E também iremos à Suécia. É uma grande variedade de culturas. Na verdade, um dos pontos altos do nosso trabalho é viajar à volta do mundo, conhecendo países e fãs de origens tão diversas como o Japão, a Espanha, os Países Baixos, etc.

Foram escolhidos entre mais de mil candidatos durante o processo de seleção para a série da Netflix, «Simon Cowell: The Next Act». Em que momento perceberam que aquilo deixava de ser apenas um sonho e podia realmente tornar-se a vossa vida?

CRUZ – Tudo aconteceu quando estávamos em Miami e no último dia o Simon Cowell escolheu-me para integrar a banda. Fiquei paralisado uns segundos e desatei a chorar, simplesmente porque não acreditava. Sinto que todos nós trabalhámos tão arduamente para este objetivo e passámos por tantas rejeições, tantas desilusões, e tudo pareceu valer a pena quando o Simon disse que estávamos juntos na banda. E, sobretudo, quando consegues fazê-lo com os teus melhores amigos ainda sabe melhor.

SEAN – Para ser sincero, acho que ainda parece um sonho para todos nós. Ainda temos um pouco essa sensação. Parece tudo muito surreal. Ainda ontem à noite, quando estávamos em Madrid, víamos os fãs a fazerem coisas nossas que se tornaram virais na Internet, como o gesto da mão do Nicolas e outras coisas do género. Continuo sempre espantado por podermos viajar para países de onde nenhum de nós é, e onde muitos de nós nunca tinham estado, e ver que o entusiasmo e o apoio continuam a ser enormes.

O processo de formação da banda aconteceu perante as câmaras. Houve algum momento difícil ou inesperado que o público não viu, mas que foi importante para unir o grupo? 

JOSH – Fizemos uma viagem em grupo logo depois de sabermos que a banda ia mesmo acontecer, quando nos deram a notícia. Fomos ao Thorpe Park, um parque temático em Londres, mas acho que essas imagens acabaram por não entrar no programa. Contudo, esse foi um momento muito importante para criarmos laços, porque foi a primeira atividade que fizemos os sete como grupo. Foi muito divertido.

São inevitáveis as comparações com os One Direction (que tinham Harry Styles como figura de topo) e que foi criada também pelo Simon Cowell, em 2010. Sentem-se confortáveis ou pressionados com esta comparação?

SEAN – Não acho que seja uma pressão. Acho que, na verdade, ficamos lisonjeados quando nos comparam a uma banda que atingiu um sucesso tão extraordinário e bateu tantos recordes. Estamos simplesmente gratos por sermos colocados ao nível de uma banda como essa, porque há muita gente que trabalha arduamente para chegar a esse patamar. Por isso, sinceramente, não é nada mau ser comparado a uma das maiores boys band de todos os tempos. E, se conseguíssemos alcançar nem que fosse uma pequena parcela do sucesso que eles tiveram na sua época, acho que todos ficaríamos muito satisfeitos com isso.

Musicalmente falando, pretendem criar uma sonoridade própria ou seguir algumas tendências, como aconteceu com a música «Bye Bye Bye», dos NSYNC?

NICOLAS – Não diria que, quando entramos em estúdio, o objetivo seja fazer algo intencionalmente diferente. Somos sete pessoas diferentes, cada uma com os seus gostos musicais e com influências distintas daquilo que ouviu enquanto crescia. No fundo, essa diversidade acaba por resultar numa mistura de géneros musicais, o que nos ajuda a encontrar a nossa própria identidade sonora. Ao mesmo tempo, é claro que todos estamos muito ligados às redes sociais e atentos às tendências mais recentes. Mas diria que é sobretudo essa variedade de influências musicais que acaba por desempenhar um papel importante na definição do som que queremos desenvolver daqui para a frente.

A Indústria musical exige bastante dos artistas, em particular dos mais jovens. Têm noção do vosso papel junto dos fãs e da responsabilidade que recai sobre tudo o que dizem e fazem?

JOSH – Acho que todos temos consciência da influência que podemos exercer sobre as pessoas. E acredito que, quando essa influência é usada da forma certa, pode ser algo muito bonito. Por exemplo, podemos transmitir uma mensagem positiva aos fãs e a todos aqueles que nos acompanham e admiram. É também uma excelente forma de criar uma ligação genuína com as pessoas.

JOHN – Uma das coisas de que mais gosto de ouvir quando falo com os fãs é quando me dizem que os inspirei a cantar ou a terem mais confiança em si próprios. Isso significa muito para mim, porque, quando era mais novo e sonhava seguir a música, teria sido importante ouvir algo assim de alguém que admirava. Por isso, é sempre muito gratificante saber que inspirámos alguém e que essa pessoa nos vê como uma referência.

A pergunta final é para o Nicolas Alves. Nasceu em Inglaterra, filho de pais brasileiros e viveu em Portugal. Representou o nosso país em concursos no estrangeiro e ganhou «The Voice Kids», em 2022. Como é ser o representante da lusofonia numa banda britânica?Parte superior do formulárioParte inferior do formulário

NICOLAS - Sempre fui fascinado por diferentes culturas e, por isso, poder levar comigo as minhas raízes portuguesas e brasileiras é muito importante. Cresci exposto a vários estilos de música, desde a música portuguesa à brasileira, e também num ambiente totalmente brasileiro. Isso moldou a minha forma de ser e os valores com que cresci, muito influenciados pelas culturas brasileira e portuguesa. Como disseste, já faço isto há alguns anos e um dos momentos mais marcantes para mim foi quando representei Portugal. Na altura, vivia no país há apenas três anos, por isso foi uma experiência muito especial. Hoje, representar a comunidade lusófona é algo de que me orgulho imenso. Estar agora em Portugal a dar um concerto deixa-me extremamente feliz, porque é a primeira vez que atuo num país onde posso falar a língua com o público. Poder comunicar em português com toda a gente traz-me uma alegria enorme. É muito gratificante estar finalmente aqui e poder representar uma cultura tão extraordinária e verdadeiramente fenomenal, que é uma parte da minha identidade e da qual me orgulho profundamente.

 

A CARA DA NOTÍCIA

O dedo de Simon Cowell

Cruz, Danny, Hendrik, John, Josh, Nicolas e Sean. Estes são os nomes dos sete elementos da boys band «December 10» que atuou ao vivo, em Lisboa. O nome da banda explica-se porque 10 de dezembro foi a data da estreia da série da Netflix, «Simon Cowell: The Next Act». Cowell é um conhecido produtor e júri de concursos de talentos, transformando em grandes êxitos os artistas que lança na indústria musical. Foi o caso dos One Direction, os Il Divo e Susan Boyle. Um autêntico Rei Midas. Apesar de muito recente, a banda acumula já 2 milhões de seguidores no Tik Tok e 1 milhão no Instagram.

Nuno Dias da Silva
Direitos Reservados
Voltar